
Tudo que vejo o que revejo
não me diz absolutamente nada,
nada de novos olhares
nada de aprender com o erro
Sempre ouvindo maria rita
Sempre ouvindo Beatles
O universo ao meu redor está parado, o sol já desistiu de iluminar meu planeta
as plantas já não fazem mais fazem fotossintesse
Os herbívoros há muito morreram, os carnívoros estão moribundos
Eu deixei de comer, pensei em viver de luz,
Porém cortaram a energia semana passada
Até agora mesmo tinha água, mas a nascente morreu.
Tentei correr para a beira da praia, mas a tsunami a havia levado embora.
Subi em um prédio alto, bem alto
Tocar no céu era meu anseio
Comer um pedacinho de nuvem, bem pequenininho
Estiquei os braços mas não havia céu, apenas um grande vazio
As estrelas de bilhões de anos finalmente descansaram em paz
Eu ainda não descanso
Procuro árvores
moitas de urtigas, viverei como uma santa
Mas até elas fugiram para um lugar melhor do que aqui
Aqueles que não conseguiram fugir, pularam em precipícios cortaram os pulsos, ceifaram a própria vida
Aqui já não podiam viver.
Aqui já não posso mais viver
Viver aqui não posso mais
Não posso mais viver aqui
Viver aqui mais não posso
Não posso
Osso
Ossos do ofício
de quem vive uma vida errante em cima de uma bicicleta em uma estrada cheia de quebra molas...

Um comentário:
Um texto digno de momentos lua cheia!
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