terça-feira, 22 de setembro de 2009

Myebook - Agenda Cultural Dicult Outubro - click here to open my ebook

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

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sábado, 22 de agosto de 2009

Rauzito

Gospel

Raul Seixas

Composição: Raul Seixas

Por que que o sol nasceu de novo e não amanheceu?
Por que que tanta honestidade no espaço se perdeu?
Por que que o Cristo não desceu lá do céu e o veneno só tem gosto de mel?
Por que que a água não matou a sede de quem bebeu?

Por que que eu passo a vida inteira com medo de morrer?
Por que que os sonhos foram feitos pra gente não viver?
Por que que a sala fica sempre arrumada se ela passa o dia inteiro fechada?
Por que que eu tenho a caneta e não consigo escrever? (Escrever)

Por que que existem as canções que ninguém quer cantar?
Por que que sempre a solidão vem junto com o luar?
Por que que aquele que você quer também já tem sempre ao teu lado outro alguém?
Por que que eu gasto tempo sempre sempre a perguntar? (A perguntar)

Por que que eu passo a vida inteira com medo de morrer?
Por que que os sonhos foram feitos pra gente não viver?
Por que que a sala fica sempre arrumada se ela passa o dia inteiro fechada?
Por que que eu tenho a caneta e não consigo escrever? (Escrever)

Por que que existem as canções que ninguém quer cantar?
Por que que sempre a solidão vem junto com o luar?
Por que que aquele que você quer também já tem sempre ao teu lado outro alguém?
Por que que eu gasto tempo sempre sempre a perguntar? (A perguntar)

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Carta a um amigo distante


Apenas um grito de socorro. Alguma coisa escondida por detrás da face sórdida. Um dos pendulos da balança se foi e ela se inclinou. Não era uma fuga de seus problemas, ela nem sabia ao certo qual eram seus problemas. Talvez no fundo soubesse talvez não quem vai poder dizer. O que importa é que meu ponto de equilibrio foi embora e me sinto fraca e desnorteada. Igual no filme Vick, Cristina, Barcelona, onde a Penolope Cruz e seu namorado precisavamd e um terceiro elemento para ficarem na paz. Assim como eles eu preciso de você. As coisas mudaram aqui dentro, não durmo apesar do sono, já não trabalho e não penso. Talvez quando você voltar eu também volte.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Apenas vamos fugir...



apenas vamos fugir disso tudo
apenas você eu,
de mãos dadas
procurando por um lugar no meio do nada
um lugar para nos escondermos
onde eu possa ser eu e você possa ser você
um lugar para enterrar nossos mortos e frutações
onde nossa melancolia vai caber direitinho
Corra, corra, corra
mais rápido
eu preciso sair daqui
para um lugar onde...
apenas um lugar.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Ups, tô de férias!!!!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Ontem acordei com a certeza de que o dia antesdeontem tinha acordado normal comum, sem nenhum pressuposto para acontecimentos irreais.
Hoje sei que sonhei que delirei, aconteciementos
me cortam a face e sozinha deitada no frio asfalto lembro de minha vida de todos que por ela passaram e chego finalmente a conclusão de que ou você escolhe ou morre, o emcima do muro é confortavel macio seguro.
Deve-se descer, eu desci, ontem eu desci, depois de cair em uma armadilha de cacos de vidro, sangrei, chorei, pensei, nada disso vale a pena, vocês não valem pena.
antes eu achava que morreria se os perdesse, que a segurança era certa, hoje eu sei que eu morri estando perto deles, e segurança nunca houve.
Fui traída, humilhada em meu ninho, meus filhos sofreram por algo que poderia ser evitado.
Vocês.
E agora eu sei que na vida podemos confiar em raros, extremamente raros, aqueles que vão estar ao seu lado seja na saúde ou na doença, embriagados ou não.
Afinal, estar bebado não justifica humilhar e ser mascarado. Pelos menos através do álcool vemos os verdadeiros rostos de gesso sujo.
Hoje eu me declaro independente dos falso icones de amizade

terça-feira, 7 de julho de 2009

Manifesto antropófago


Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.

Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz.

Tupi, or not tupi that is the question.

Contra todas as catequeses. E contra a mãe dos Gracos.

Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.

Estamos fatigados de todos os maridos católicos suspeitosos postos em drama. Freud acabou com o enigma mulher e com outros sustos da psicologia impressa.

O que atropelava a verdade era a roupa, o impermeável entre o mundo interior e o mundo exterior. A reação contra o homem vestido. O cinema americano informará.

Filhos do sol, mãe dos viventes. Encontrados e amados ferozmente, com toda a hipocrisia da saudade, pelos imigrados, pelos traficados e pelos touristes. No país da cobra grande.

Foi porque nunca tivemos gramáticas, nem coleções de velhos vegetais. E nunca soubemos o que era urbano, suburbano, fronteiriço e continental. Preguiçosos no mapa-múndi do Brasil.

Uma consciência participante, uma rítmica religiosa.

Contra todos os importadores de consciência enlatada. A existência palpável da vida. E a mentalidade pré-lógica para o Sr. Lévy-Bruhl estudar.

Queremos a Revolução Caraiba. Maior que a Revolução Francesa. A unificação de todas as revoltas eficazes na direção do homem. Sem n6s a Europa não teria sequer a sua pobre declaração dos direitos do homem.

A idade de ouro anunciada pela América. A idade de ouro. E todas as girls.

Filiação. O contato com o Brasil Caraíba. Ori Villegaignon print terre. Montaig-ne. O homem natural. Rousseau. Da Revolução Francesa ao Romantismo, à Revolução Bolchevista, à Revolução Surrealista e ao bárbaro tecnizado de Keyserling. Caminhamos..

Nunca fomos catequizados. Vivemos através de um direito sonâmbulo. Fizemos Cristo nascer na Bahia. Ou em Belém do Pará.

Mas nunca admitimos o nascimento da lógica entre nós.

Contra o Padre Vieira. Autor do nosso primeiro empréstimo, para ganhar comissão. O rei-analfabeto dissera-lhe : ponha isso no papel mas sem muita lábia. Fez-se o empréstimo. Gravou-se o açúcar brasileiro. Vieira deixou o dinheiro em Portugal e nos trouxe a lábia.

O espírito recusa-se a conceber o espírito sem o corpo. O antropomorfismo. Necessidade da vacina antropofágica. Para o equilíbrio contra as religiões de meridiano. E as inquisições exteriores.

Só podemos atender ao mundo orecular.

Tínhamos a justiça codificação da vingança. A ciência codificação da Magia. Antropofagia. A transformação permanente do Tabu em totem.

Contra o mundo reversível e as idéias objetivadas. Cadaverizadas. O stop do pensamento que é dinâmico. O indivíduo vitima do sistema. Fonte das injustiças clássicas. Das injustiças românticas. E o esquecimento das conquistas interiores.

Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros.

O instinto Caraíba.

Morte e vida das hipóteses. Da equação eu parte do Cosmos ao axioma Cosmos parte do eu. Subsistência. Conhecimento. Antropofagia.

Contra as elites vegetais. Em comunicação com o solo.

Nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval. O índio vestido de senador do Império. Fingindo de Pitt. Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bons sentimentos portugueses.

Já tínhamos o comunismo. Já tínhamos a língua surrealista. A idade de ouro.

Catiti Catiti

Imara Notiá

Notiá Imara

Ipeju*

A magia e a vida. Tínhamos a relação e a distribuição dos bens físicos, dos bens morais, dos bens dignários. E sabíamos transpor o mistério e a morte com o auxílio de algumas formas gramaticais.

Perguntei a um homem o que era o Direito. Ele me respondeu que era a garantia do exercício da possibilidade. Esse homem chamava-se Galli Mathias. Comia.

Só não há determinismo onde há mistério. Mas que temos nós com isso?

Contra as histórias do homem que começam no Cabo Finisterra. O mundo não datado. Não rubricado. Sem Napoleão. Sem César.

A fixação do progresso por meio de catálogos e aparelhos de televisão. Só a maquinaria. E os transfusores de sangue.

Contra as sublimações antagônicas. Trazidas nas caravelas.

Contra a verdade dos povos missionários, definida pela sagacidade de um antropófago, o Visconde de Cairu: – É mentira muitas vezes repetida.

Mas não foram cruzados que vieram. Foram fugitivos de uma civilização que estamos comendo, porque somos fortes e vingativos como o Jabuti.

Se Deus é a consciênda do Universo Incriado, Guaraci é a mãe dos viventes. Jaci é a mãe dos vegetais.

Não tivemos especulação. Mas tínhamos adivinhação. Tínhamos Política que é a ciência da distribuição. E um sistema social-planetário.

As migrações. A fuga dos estados tediosos. Contra as escleroses urbanas. Contra os Conservatórios e o tédio especulativo.

De William James e Voronoff. A transfiguração do Tabu em totem. Antropofagia.

O pater famílias e a criação da Moral da Cegonha: Ignorância real das coisas+ fala de imaginação + sentimento de autoridade ante a prole curiosa.

É preciso partir de um profundo ateísmo para se chegar à idéia de Deus. Mas a caraíba não precisava. Porque tinha Guaraci.

O objetivo criado reage com os Anjos da Queda. Depois Moisés divaga. Que temos nós com isso?

Antes dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade.

Contra o índio de tocheiro. O índio filho de Maria, afilhado de Catarina de Médicis e genro de D. Antônio de Mariz.

A alegria é a prova dos nove.

No matriarcado de Pindorama.

Contra a Memória fonte do costume. A experiência pessoal renovada.

Somos concretistas. As idéias tomam conta, reagem, queimam gente nas praças públicas. Suprimarnos as idéias e as outras paralisias. Pelos roteiros. Acreditar nos sinais, acreditar nos instrumentos e nas estrelas.

Contra Goethe, a mãe dos Gracos, e a Corte de D. João VI.

A alegria é a prova dos nove.

A luta entre o que se chamaria Incriado e a Criatura – ilustrada pela contradição permanente do homem e o seu Tabu. O amor cotidiano e o modusvivendi capitalista. Antropofagia. Absorção do inimigo sacro. Para transformá-lo em totem. A humana aventura. A terrena finalidade. Porém, só as puras elites conseguiram realizar a antropofagia carnal, que traz em si o mais alto sentido da vida e evita todos os males identificados por Freud, males catequistas. O que se dá não é uma sublimação do instinto sexual. É a escala termométrica do instinto antropofágico. De carnal, ele se torna eletivo e cria a amizade. Afetivo, o amor. Especulativo, a ciência. Desvia-se e transfere-se. Chegamos ao aviltamento. A baixa antropofagia aglomerada nos pecados de catecismo – a inveja, a usura, a calúnia, o assassinato. Peste dos chamados povos cultos e cristianizados, é contra ela que estamos agindo. Antropófagos.

Contra Anchieta cantando as onze mil virgens do céu, na terra de Iracema, – o patriarca João Ramalho fundador de São Paulo.

A nossa independência ainda não foi proclamada. Frape típica de D. João VI: – Meu filho, põe essa coroa na tua cabeça, antes que algum aventureiro o faça! Expulsamos a dinastia. É preciso expulsar o espírito bragantino, as ordenações e o rapé de Maria da Fonte.

Contra a realidade social, vestida e opressora, cadastrada por Freud – a realidade sem complexos, sem loucura, sem prostituições e sem penitenciárias do matriarcado de Pindorama.

OSWALD DE ANDRADE Em Piratininga Ano 374 da Deglutição do Bispo Sardinha." (Revista de Antropofagia, Ano 1, No. 1, maio de 1928.)


Se Amélie prefere viver no sonho e ser uma moça introvertida, é direito dela. Pois estragar a própria vida é um direito inalienável

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Verdade seja dita


"A grande diferença entre as pessoas neste mundo não é entre quem é rico e pobre, bom ou mau.
É entre quem tem ou teve prazer no amor e quem nunca teve prazer no amor, apenas observou, com inveja, inveja doentia."
(Doce pássaro da juventude - Tennessee Williams

terça-feira, 23 de junho de 2009

José Guimarães Rosa in Manuelzão e Miguelim


Dito, mesmo você acha, eu sou bobo de verdade?
- É não, Miguilim, de jeito nenhum. Isso mesmo que não é. Você tem juízo por outros lados...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A Entrevista



- Hein? Água? Sim, aceito. Gelada, sim... Por favor. Você sabe se demoram muito para vir me buscar? Tô nervoso. Nunca dei entrevista para a televisão. Nunca achei que minha vida fosse interessante o suficiente. (pausa) É você quem vai me maquiar? Não? Hummm... Eu aguardo. (pausa) Você sabe porque me chamaram aqui? Querem que eu fale da gravidez que eu tive? Eu não falo sobre isso. Se for para falar sobre isso eu vou embora agora... (exaltando-se) Eu estou calmo! Não fique dizendo para que eu me acalme. Eu não estou nervosa, digo, nervoso. (pausa) Será que ainda vai demorar para me chamar? A que horas começa o programa mesmo? Nunca dei entrevista para a televisão. Eu vou falar sobre o meu trabalho, né? Como? Sobre a gravidez? Eu já não disse que eu não falo sobre isso? O que é que vocês poderiam querer saber sobre isso? Foi uma gravidez normal!!! Bom... Quase normal. (exaltando-se) Sim, o único fato distinto foi por eu ser um homem... Um homem!!! (gritando) Por favor, pare de falar sobre isso... Há anos que eu não falo sobre esse assunto... Eu vim até aqui para falar sobre o meu trabalho. Ninguém quer saber do meu trabalho? É uma notícia que não vende? Minha vida não é interessante? O povo quer ouvir sobre coisas engraçadas? Coisas... Engraçadas... Minha gravidez é uma coisa engraçada? Pois bem, então eu vou lhes contar uma história engraçada... Que começa com a minha gravidez. Como eu engravidei? Oras, da maneira normal... Eu já fui uma mulher. (com ironia) Você sabe como é que uma mulher engravida, não é? (muda de tom) Eu nasci no corpo errado. Sempre fui um homem no corpo de uma mulher... Mas isso já faz tanto tempo. (chora) Está vendo? É por isso que eu não gosto de falar sobre essas coisas... (com irritação) Ai, por favor... Não faça todas essas caras e bocas que você me irrita. Eu não deveria estar aqui... Me disseram que a entrevista era sobre o meu trabalho... E agora isso? Coloquei o meu melhor terno... (pausa longa) Esse era o terno que eu estava usando no dia em que eu o encontrei morto... Já faz tanto tempo... Lembro de tê-lo pego nos braços e chorado sobre o seu corpo. E tentado reanimá-lo, e... Ele vivia reclamando de que as pessoas o apontavam na rua... Que as pessoas colocavam apelidos nele... - Olha, lá vai o filho do viado! - E riam... - Por onde será que você saiu quando nasceu? - E riam... E riam... E jogavam pedras. Até que um dia uma das pedras o acertou na cabeça. (pausa) Que foi? Você não quer mais ouvir a história? (com ironia) Mas agora que ela está ficando tão interessante... (mais ironicamente) Você não queria uma história engraçada? Imagine como eu achei engraçado quando encontrei o meu filho caído com a cara no chão. Eu estava lavando a roupa em casa e senti que algo estava errado. (seca) Eu era a mãe dele. (chora) E quando eu o encontrei na frente de casa, ele já estava morto. Ninguém teve coragem de gritar por socorro... Eu o peguei nos braços... E ele já estava morto. Morto. (seca) Desculpe, eu não devia ter colocado esse terno hoje. Mas você não tem nada a ver com isso, não é? Você só precisava de uma história engraçada para colocar no seu programa de TV. Hein? Água? Não obrigado... Eu não preciso da sua água.

***Texto escrito para o Núcleo de Dramaturgia do SESI Paraná como exercício que tinha a seguinte indicação: escrita de um monólogo a partir de duas imagens, criando um percurso de transformação entre a primeira e a segunda.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Non, Je Ne Regrette Rien

Edith Piaf

Composição: Michel Vaucaire / Charles Dumont

Non... rien de rien...
Non... je ne regrette rien
Ni le bien qu'on ma fait,
Ni le mal - tout ça m'est bien égal!

Non... rien de rien...
Non... je ne regrette rien
C'est payé, balayé, oublié,
Je me fous du passé!

Avec mes souvenirs
J'ai allumé le feu,
Mes chagrins, mes plaisirs,
Je n'ai plus besoin d'eux!

Balayé les amours
Avec leurs trémolos
Balayés pour toujours
Je repars à zéro...

Non... rien de rien...
Non... je ne regrette rien
Ni le bien qu'on ma fait,
Ni le mal - tout ça m'est bien égal!

Non... rien de rien...
Non... je ne regrette rien
Car ma vie, car mes joies,
Aujourd'hui, ça commence avec toi!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Pandora


Eu que me estilhaço em ti,
em ti me estilhaço
estilhaço-te
eu que sou externa quebrada
que tenho mundos possíveis e imcopossiveis
que me desfaço ao menor toque externo
eu que protejo minhas faces espelhadas com uma fina camada de tecido envelhecido
eu que amo meu mundo, minhas dores e amores
Espelhos refletem minha realidade fragmentada
cada pedaço de um eu possível
cada fragmento de uma memoria inexistente e existente em outras áreas do cérebro
eu que degusto as areias de ampulhetas de sangue
eu que venero deuses de plástico e alumínio
eu que escondo personas
desejo
mortes
assassinatos
eu que te vejo em meus atos
eu que assim falida e quebrada
imagino cenas de contos de fadas
onde meu invólucro se faz personagem principal
de cenas inventadas
e contadas por pessoas aleatórias e por mim providas de nexo
Acasos de estrelas decadentes
que insistem em fazer surgir momentos fractais em minhas esquinas
meus paises distantes e próximos
sempre cercada por uma eterna dicotomia paradoxal
eu que fotografo meus muitos eus com cameras de algodão doce
eu que filmo as vidas que pude ter tido
e que tenho
e destenho
que jogo no lixo
e reciclo
eu que tomo comprimidos de tempo comprimido
que deixo a vista fechaduras trancadas
eu que não me revelo
que não falo de mim
mas sim de minhas vidas alternativas
de meus muitos eus
minhas muitas verdades
meus muitos olhares
eu que contenho multidões
que atuo com meu duo
que faço rimas pobres
sobre príncipes que me resgataram em uma realidade paralela
eu que matei
ressuscitei
eu que fugi com o circo
que amei homens
que odiei mulheres
que odiei homens
que amei mulheres
que amei mulheres
eu que roubei
eu que preguei
que costurei
que construi
que pintei
que ensinei
eu
apenas um eu
externo fragmentada
em cacos acetinados de realidades diferente
eu que me vejo em cada rosto
em cada olhar
em cada página virada e retorcida
em cada esquina
em cada lágrima
em cada parto
em cada alasão
em cada beco
eu que sou muitas
desprovidas de mim

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Q.I


Trata-se de um teste realizado em um curso na AmericanAirlines.


Na frase abaixo deverá ser colocado 1 ponto e 2 vírgulas para que a frase
tenha sentido.


PENSE antes de ver a resposta que está no final da página.

Afinal, assim não seria um teste.



Com esta quase nenhum americano ou brasileiro passa.

MARIA TOMA BANHO PORQUE SUA MÃE DISSE ELA PEGUE A TOALHA.

OBS.: pense, não olhe a resposta antes de tentar acertar !!



















































RESPOSTA:
Maria toma banho porque sua. Mãe, disse ela, pegue a toalha.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Chegou o dia...





" Hoje eu sinto saudades de sentir saudades"

quarta-feira, 13 de maio de 2009

excuse was a mistake, I do not love you any more


Hoje em praça pública, subo no meu tablado e grito para os seres ausentes de alma que por aqui passam, eu grito a plenos pulmões enquanto fumo um cigarro de filtro vermelho

"Desculpa foi engano, eu não te amo mais
As flores que eram rosas, vi eram pura anemia
e dos girassois, restaram apenas cinzas.
De cigarros de cereja, da cerveja gelada, do bar lotado.
De tudo ficou o vazio, o cinzeiro cheio, o copo vazio, as pessoas vomitando nas esquinas.
É meu amor, a vida fez questão de passar por mim e me deixar um presente mal embrulhado, meio sujo meio rasgado.
Talvez você não consiga escutar essas palavras escorridas de meus olhos.
Mas antes que você vomite minhas palavras ácidas, me dê a mão e cante comigo uma última canção de amor.
Vamos gritar para os astros como nosso amor jamais morrerá.
Só por hoje ele não morrerá...
Porém amanhã é outro dia, e ele estara na cova mais profunda de minha alma, sem flores ou choros.
Porém sempre me contradigo é possível que no próximo outono estaremos na praça vendo um filme mudo animado por uma vitrola velha. E no café da manhã estaremos comendo corações alheios. E nos perguntando onde foi parar aquele isqueiro de prata.
Talvez nós morreremos talvez não, vamos deixar aenas o gelo gelar."


Terminado meu monologo, desço dou um último trago, jogo a bituca longe e viro em uma esquina de minha alma, deixando meu alter ego destroçado chorando em meio aos meus outros eu...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Viagem alucinogena


Ando mais calada, já faz uns meses que tenho secado meu repertório de palavras.
Mas não é tristeza não, é um calor que aquece meu peito, e me faz pensar que minha vida poderia ter tomado outro rumo que não esse.
Talvez esteja assim por que que não aja mais o que falar, tudo que tinha que ser deixado claro já foi feito.
ou talvez por que eu tenha aprendido a não causar mais confusões, ou que tenha percebido que o mundo não é o meu umbigo. E o sol infelizmente não gira ao meu entorno.
Mas tudo bem não sou mais criança, antes risos hoje lágrimas de alegria.
Olho pela porta aberta e há um dia frio e ensolarado lá fora.

Aqui, bastante silêncio.

Fico imaginando minha vida... As pessoas que passaram por ela. Quantas eu arrastei comigo até aqui? Quantas realmente quiseram me acompanhar?

Quantas eu deixei pra trás.

Olho e vejo.

Não deixei ninguém.
Olho para fora de minha cama como quem olha um retrato em branco e preto. Tento entender, ou observar, cada instante da vida que passa lá fora diante das minhas retinas cansadas. Existem noites em que durmo tranquilamente. Em outras, o cansaço me consome até as horas frutíferas de sopor. Acordo, normalmente, com sono e com melancolia do dia anterior.
Há manhãs em quelevanto com vontade de mudar o mundo ou o corte de cabelo.
Nestas datas, a melancolia toma conta dos meus gestos e frases. Em minha mente, milhões de imagens explodem em repetidas cenas. Como se tivesse mergulhado em vários curtas-metragens, todos passando ao mesmo instante. Nestas horas, penso no seu sorriso e nas promessas de amor eterno. Impossível, mas é sempre primavera quando você habita meus pensamentos.
Há um campo de girassois ao redor de minha cama, e no meu travesseiro um diminuto vaso com um brotinho dessa flor amarela, ele foi o primeiro passo que demos, e olhe meu amor, com ele já se livrou da casca, perfurou terras para poder te ver.
Teu sim ao pé de minha orelha, teu sim ...
Códigos de Vang Gogh para te conquistar, girassois, orelhas.
Ao mesmo tempo que estou calada, estou calada, estou calada,
preciso ouvir meu coração bater quando você não esta por perto,
quantos deixei pelo caminho não fazem diferença agora que tenho você para pegar na minha mão e brincar de faz de conta.
Então faz de conta que nossos irmãos não existem, que o mundo é só nosso, que eu posso te dar um unicórnio de aniversario.
Faz de conta que o mundo é só nosso, que Bh será para sempre nossa morada, ou são Paulo, onde o vento nos levar.
E não esqueça de meus postais,
Teus olhos azuis, me inebriam e ébria tropeço no horizonte procurando mais um minuto para estar com você...
Pode parecer confusão, essas palavras que simplesmente brotam de meus dedos ávidos por você ao som de Pato fu, minha mão em teu quadril, fazendo cosquinhas em tua nuca.
Meu exílio é ter você, e como eu gosto de nosso reino encantado.
A cada acordar vejo você, que sempre acorda cedo e nunca me deixa te fazer uma surpresa, quando acordo você preocupada perguntada se tive um sonho ruim, digo que não, você diz que pulo enquanto durmo,
veja meu bem é meu corpo dançando ao som de tua respiração.
A agulha da vitrola me traz mensagens de um futuro bom...
Minha branquinha, palavras loucas enchem meu ser de você...

quarta-feira, 29 de abril de 2009

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras.
Sou irritável e firo facilmente.
Também sou muito calmo e perdôo logo.
Não esqueço nunca.
Mas há poucas coisas de que eu me lembre.

Clarice Lispector

quinta-feira, 23 de abril de 2009


Não, não é folha. É estalo é dor, sal, lágrima confusão.
Pisei, estalou, chorou.
Mas, não fui eu, foi ela, ela sofreu agonizou sob o céu decadente da boca do peixe gato.
Ora, se para Platão o mundo é simulacro é representação, ou qualquer coisa parecida.
Anteontem tomamos um chafé tinha muita água e pouco pó, nada intensifica meu ser.
NADA.
Muitos sentimento, pouco conteúdo.
É tudo signo da realidade. Alguém pintou figuras abstratas em minha face.
Agora vou dormir, antes porém devo escovar os dentes e por uma roupa de mergulho. Ando dormindo em um mar, meu travesseiro está encharcado de dor, suor, lágrimas.
O pé de pato torna difícil meus movimentos em ambiente seco. Mas, quando ele se encontra no liquido salgado, se solta das amarras e se sente pássaro no ninho.
O barulho da água hipnotiza meus ouvidos, não consigo, mas parar de mexer meus pés.
Assim, vou embalando meus sonhos, durmo e não sonho.
Que hipocrisia, quanta ironia.
Engraçado como adoro essas palavras: HIPOCRISIA, IRONIA.
Calma, vou puxar a corda de meus devaneios, vou descendo, descendo e volto ao meu mar particular. Como é bom o som de MEU.
Com os olhos semi-cerrados vejo borbulhas de ar subindo para a superfície de meu ser.
O barulho do escafandro tem ficado mais silencioso desde a última hora.
As bolhas que antes eram grandes e robustas, estão mirradas e anêmicas. Sinto o ar me faltar, o pulmão cansado.
Quem sabe se eu ascendesse um cigarro...
E assim com sua fumaça poderei quem sabe encher de gás meus dias.
Talvez alguém me diga que ele é puro veneno, ora, mas assim é melhor encho meu seu e ao mesmo tempo extermino qualquer indicio de vida, nociva ou não.
Falando nela, hoje vou te mandar sinais de fumaça, que assim nunca vão chegar ao destinatário.
Minha alma nunca receberá a mensagem, jamais saberá de meus anseios de meus seios, não terá mais leite. Irá definhar até morrer de fome,desnutrida, descalcificada, e assim ira voltar a ser o que sempre foi: FRACA, desprovida de qualquer sangue ou calor.

...

sábado, 18 de abril de 2009

Urbana - Ludov

Ela abre a porta
do carro com um sorriso
Se desculpa pelo atraso
se livrou de um compromisso
Óculos escuros
prendem seus cabelos
ela quer cortá-los
mas por enquanto vai mantê-los
E me diz:
eu tenho um plano pra nós dois
um plano pra depois
Mas agora ela só quer conversar
O tempo, o trânsito
a cidade, o campo e o calor
a vida sem amor
E eu concordo: o amor onde está?
Tem a certeza que alguém vai lhe abandonar
Diz que está muito infeliz mas não pára de rir
O dia já está em agonia e à noite tudo vai ficar pra trás
Pra trás
Dá de volta a chave
do carro que eu preciso
me recuperar do atraso
me atirar num precipício
Quando precisar
me liga que eu te vejo
Ela tem meu telefone
Eu fico lhe devendo um beijo
Cigarro, câmbio
Tempestade, tudo um só torpor
um plano impostor
E eu insisto no amor, onde está?
Tem a certeza que alguém vai lhe abandonar
Diz que está muito infeliz mas não pára de rir
O dia já está em agonia e à noite tudo vai ficar pra trás
Pra trás

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Lucas, um intruso no formigueiro





Um menino doce de olhar perdido, cabelos divertidos e casados com o meu.
Meu doce menino de bermudas, e blusas manchadas de vermelho
Lembre-se que a mais forte do mundo não supera meu amor pelo seu amor.
Por mais que te digam que o girassol não foi feito para amar papoulas, por mais que digam que é errado o sol nascer sol, porque ele queima quando não deve.
Mas meu indiozinho, o sol nasceu sol e por isso ele conquistas amores dores e odios,
Verta lágrimas doces, almiscaradas, surtadas, vermelhas, alvas
Mas as verta, as verta, sempre que ver seu olhar no espelho, nosm es olhos, nos olhos dela, nos dele
Lembre-se das formigas no formigueira, que lógico não estão no fogo
Se você fechar os olhos vai ve-las caminhando em direção ao seu coração, levando migalhas e passatempo, para que você mate sua fome de amor.
E sim sofra, para que seu sangue jorre para minhas veias secas da tua dor, e necessitadas de seus risos.
Ria para tudo,
E sim, eu sei que doí, mas abstrai a e finja demencia.
Porque tudo acaba onde começou.
Peça , peça muito flores de urano para suturar as feridas de seu esfarrapado coração.
Se precisar me peça ajuda e retalharemos sua pele para que veja que ainda há vida no deserto de seu ser esfarrapado.
Porque um dia o Saara já foi floresta.
E um dia voltara a te-las, mesmo que marinhas, águas de seus olhos doces
É para você que escrevo hoje, você que nunca quiz tomar a pílula a pílula vermelha para cair na realidade.
Você que sempre decora seu véu com pinturas lúdicas.

E lembre-se acima de tudo que a cigarra pode ter morrido de fome, ma ela viveu mais que mil formigas...


Amo te...

Ode as cinzas...


Fiz das minhas cinzas polvora para aplacar a ira do filtro de bronze.

A mais pura seda africana envolve meus pulmões alvos de anemia


Da tua angustia, destilei sementes de tabaco,


dos teus beijos sem paixão, fosforos riscados...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

É.


Andando pela estrada de flamboians vi uma diminuta noz, toquei sua casca gravada pelo mundo ,logo meu tato se apaixonou por ela, amor a primeira vista. Sua textura áspera e sedosa entretinha-o por noites sem fim. Costumava brincar entre meus dedos avidos por seu corpo pequenino e marrom. Seu interior tilintava e fazia burburinhos sempre que lançada ao ar e quando caía de encontro a minha pele alva e sedenta por seu toque. Ela tinha uma curvinha no canto superior direito, que ia dar em um microscópico sulco. Ali era seu Jardim do éden, eu poderia ficar para sempre naquele pedacinho de paraíso. Principalmente porque a noz se mostrava extremamente vulnerável e ansiosa por carinho. Meus dedos iam e vinham deixando pelo caminho um turbilhão de ligações nervosas em frenesi. Quando ficava cansada esperava ver minhas mãos em concha para se aninhar e ali ficava dormitando horas a fio. Enquanto eu acariciava suas formas curvas. E se por acaso eu também dormisse e parasse com afagos, ficava impaciente e se jogava no chão, fazendo assim com que eu acordasse. Quando seu corpo delicado tocava o chão nessa dança suicida, um barulho quase mudo me despertava. Preocupada e envergonhada pela minha distração pedia desculpas e a cobria de mimos. O sol dava voltas no céu, a lua ia e vinha e eu já não dormia, com medo de machuca-la. Sendo assim pude me dedicar a ela. Meu tato, meu corpo já não podia ficar sem toca-la, meus dedos estavam carentes viciados, nesse amor unilateral. Mas o tempo se faz cruel, de tanto sentir tuas linhas, os sulcos e nervuras estavam sumindo, o ácido de minha pele a estava corroendo, dia após dia, minha tão prestimosa noz. Assim como ela perdia seus desenhos, a ponta de meus dedos iam perdendo identidade, eles e eu... Eu a estava matando, apesar de ama-la a matava pouco a pouco, como isso era possível, me torturava em buscas de respostas. Optei pelo que achei que fosse melhor, mantive distancia, agora ela dormia em almofadas de veludo carmim. O meu anseio era de que se recuperasse, para que voltasse a se divertir em minhas mãos. Mas a cada dia ela ia definhando, seu marrom ficou cinza, meio preto, meio algo que não sei. Um dia exausta e doente da vida,dormi... Quando acordei, ela estava negra, necrosada,muda, morta. Verti lágrimas apenas de sal.
Mas não me dei por vencida, procurei outras
nozes, amei meus dias com minha pequena noz, mas não com elas, de noz em noz, procurei teus sulcos, comprei, comi, dezenas delas. A dor foi tomando meus dias meus meses, meus anos, até que passei a mata-las pelo simples desejo de mata-las para que nunca em hipótese nenhuma, algumas delas viesse a tomar seu lugar no meu mundo.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Vamus lá Lucas, cante comigo!!!!!


O Leãozinho

Gosto muito de te ver, leãozinho, caminhando sob o sol
Gosto muito de você, leãozinho
Para desentristecer, leãozinho, o meu coração tão só
Basta eu encontrar você no caminho
Um filhote de leão, raio da manhã
Arrastando o meu olhar como um imã
O meu coração é o sol, pai de toda cor
Quando ele lhe doura a pele ao léu
Gosto de te ver ao sol, leãozinho, de te ver entrar no mar
Tua pele, tua luz, tua juba
Gosto de ficar ao sol, leãozinho, de molhar minha juba
De estar perto de você e entrar numa

Ela que disfarçava sua angustia com momentos de euforia fugaz...

Moinho Não Ventile dores


O vento que acaricia meus cabelos também trouxe palavras que me sufocam
O vento que vinha como brisa se tornou furacão e provocou a morte de milhões de pessoas em mim
O vento que parecia trazer mudanças apenas ajudou a acumular mais poeira nas prateleiras vazias
O vento que de longe era silêncio chegou com uma sonoridade quase musical
O vento que eu vi tão puro e limpo me intoxicou na noite fria com o auxilio de um ventilador de metal grudado no teto
O vento que parecia ser duradouro girou o moinho por quadro dias...


FIM (?)


( Lucas Lopes- meu amigo imaginário)

quinta-feira, 9 de abril de 2009


Se tudo existe

Se tudo existe é porque sou.
Mas por que esse mal estar?
É porque não estou vivendo do único modo
que existe para cada um de se viver e nem sei qual é.
Desconfortável.
Não me sinto bem.
Não sei o que é que há.
Mas alguma coisa está errada e dá mal estar.
No entanto estou sendo franca e meu jogo é limpo.
Abro o jogo.
Só não conto os fatos de minha vida:
sou secreta por natureza.
O que há então?
Só sei que não quero a impostura.
Recuso-me.
Eu me aprofundei mas não acredito em mim porque meu pensamento é inventado.



(Clarice L.)

segunda-feira, 6 de abril de 2009



Judiaria

Arnaldo Antunes

Composição: Lupcínio Rodrigues

Agora você vai ouvir aquilo que merece
As coisas ficam muito boas quando a gente esquece
Mas acontece que eu não esqueci a sua covardia
A sua ingratidão
A judiaria que você um dia
Fez pro coitadinho do meu coração
Essas palavras que eu estou lhe falando
Têm uma verdade pura, nua e crua
Eu estou lhe mostrando a porta da rua
Pra que vocês saia sem eu lhe bater
Já chega o tempo que eu fiquei sozinho
Que eu fiquei sofrendo, que eu fiquei chorando
Agora quando eu estou melhorando
Você me aparece pra me aborrecer.




E senhoras e senhores, foi com essa bela música que nosso ( não mais taum) querido aRnaldo antunes encerrou sua participação na calourada.

Talvez eu tenha esperado demais do show, talvez tenha criado um deus em minha mente, maso fato foi que ele me decepcionou ficando taum pouco tempo no palco.

Não, não nego que a sua performance tenha sido surrealmente incrivel, mas paciencia, não foi só ele que me deceocionou, A banda Mãe do Mendigo tocou mais musicas suas do que as do los hermanos ( eles tocam bem, não nego, mas fomos esperando los hermanos )

A noite compensou pelas pessoas que curtiram a noite comigo e é claro a banda Br Blues, que foi algo indiscritivel.


É esse texto foi nada poetico, se parece mais com coluna de jornal, mas ele descreve bem como foram os shows, sem nenhuma poesia que nos envolvessem...

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Eu me ...


E pensar que você nunca escreveu nada para mim
E agora enche cada poro de seu ser com odes
para fantasmas encarnados E saber que eu sabia que sonetos para mim não cabiam não cabiam
mas eu aprendi a relevar paciência, se você nã oescreve para mim ou sobre mim.
Eu escrevo

Eu escrevo

Me ponho no pedestal
Me venero

Compro flores,
Compro bombons

E assim vou me enchendo de prosa e poesia,

porque baby
eu sou mais eu...

TE extrãno


TEm um pedaço de mim que está longe
longe longe
Voou, voou para fazer um filme em terras estrangeiras
Agora deve tá falando a língua do ALmodovar, imitando as cores de Frida.
Mas eu sei que talvez ela esteja cansada, com saudades do ninho.
Talvez, esteja triste por planos que não sairam do papel, ou quem sabe esteja se afogando em lágrimas pelo leite derramado.
Ah, andorinha, não fique triste
Meu coração doí,
Queria estar aé para afagar seus cabelos e dizer que ele te ama, ou que o mundo o mundo está sorrindo para você.
Então, o que que vocÊ acha, olha para o céu e escute
- Hey, num skeça minha garrafa de ferne!
Por que eu quero beber com você as dores de amores, e felicdades de paixões em brasa.
E eu eu te strãno ( e não adianta num vou escrever certo!)
Natalia, pode voar de volta ...

PORÃO futuro do presente - verbos: pôr, botar, inserir


Você devia checar o porão Lucy...




(a frase do título é do artista plástico
Marconi Marques)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Render ...


Preciso me render!


E me fazer render ...

O tempo anda curto


Colocar farinha no feijão para ver se ele rende!

Comer pipoca para ver se enche

Preciso de uns reféns
Para ver se o guarda se rende


A vida precisa render
Sem me render a ela!

Olha nu q q deu a arte!!!!!

Num preciso dizer nada né!

terça-feira, 31 de março de 2009


A poesia se esvaiu de mim
De uns dias para cá
nada consigo vislumbrar
NADA
Nem um uma frase
Muito menos um texto...

Talvez ela tenha ido compara um cigarro lai na esquina e tenha esquecido de voltar...
Acontece!

segunda-feira, 30 de março de 2009

sexta-feira, 27 de março de 2009

Vendo minha imagem


Vendo minha imagem no televisor
Vendo minha imagem do televisor
Vendo.
Já não mais reconheço aqueles traços
Está na hora de fazer um bazar com as coisas antigas
De vender minhas velhas rugas, meus sorrisos esquecidos.
Vendo minha imagem no televisor
Vendo minha imagem do televisor
Isso já não é mais um bazar
É um amontoado de azar
Pois sim, um amontoado
Já não me recordo mais das letras das cartas das melodias
Vendo minha imagem no televisor
Vendo minha imagem do televisor

quinta-feira, 26 de março de 2009

Esse é meu trampo, por isso sou stressada

quarta-feira, 25 de março de 2009

O que eu queria te dizer pela última vez


Achei que aquela dor fosse durar para sempre, de tanto que doía.
Não era dor física, daquelas que a gente põe a mão pra amenizar.
Era dor de amor.
Não tive a sorte de um amor tranqüilo.
Sentia o coração sendo rasgado, em finos trapos, bem devagarinho.
Doendo... Rasgando... Ferindo... Sangrando...
E a cabeça só lembrava: você.
O chão que me faltou aos pés era o buraco em que eu queria me enterrar.
Mas queria viver! Viver pra te ensurdecer de tanto gritar eu te amo, explodir meus pulmões de tanto chorar, me matar pra ver se te matava, te matar pra ver se renascia.
Eu sorria quando tu sorrias, eu chorava quando tu choravas.
No fundo, só queria te fazer sentir aquilo que eu sentia, te sobreviver do meu amor.
Quantas vezes quis abrir teu peito, te arrancar o coração e colocar o meu no lugar.
Toma! Experimenta me amar como eu te amo. Toma!
Quantas vezes quis rasgar meu peito, te tirar lá de dentro e dizer:
vai! Segue teu caminho e esquece que eu existo, já não te preciso mais.
Me venci. Te matei em mim. Tudo ilusão...
Um amor desse tamanho não se mata assim.
Sonhei tantas vezes com o momento de te deixar que cheguei a te odiar.
Te amava e te odiava, te odiava mas te amava.
E te sufocava com meu desejo. E me viciava. E me afogava.
E me afundava.
Eu estava doente de você.
Passa, isso passa com o tempo, você dizia.
Hoje tenho que dizer que tens razão.
Ainda te amo.
Mas calmo, suave.
Ainda te amo.
Mas me permito amar outras pessoas.
Ainda te amo.
Mas me permito viver sem você.
Ainda te amo. Mas existo pra mim.
Mas ainda te amo.


(Do Blog Traços de homem)

Doí, essa ânsia, doi sabe, doí


Terça a noite dia de sair de ver pessoas, era uma data especial, ou talvez não fosse, não me recordo.
Tinha vários amigos ao meu redor, uma delas estava presa em seu vestido rubro. A outra estava liberta num freneis de copos de líquidos amarelos.
Eram gritos de felicidade, numa epopeia pela piada mais engraçada, mais furtiva.Jogos de infância que inseridos nesse ambiente nada dúbio se transforma em diversão de homens.
Não sei por que cargas d’água minha cabeça pairava por entre nuvens tempestuosas de pensamentos ordinários. Decidi, por fim, colocar meu alter-ego no comando da situação e, repito, ele ficou bêbado e não eu.
Bebi o fruto de meu esforço, mas valia a pena pela sensação de voo cativo.
Estávamos em um grupo, melhor, bando de 10 pessoas, ou mais ou menos, não me recordo.
Os bares me deixam sensível.
Quantos enamorados foram esquecidos e acharam no bar sua dor?
Quantos homens mataram seu salário por uma bebida?
Quantas mulheres comemoraram a sordidez da infidelidade bem armada?
Pessoas providas de sentimentos devasso encontram em copos vazios, que antes eram, cheios seu ritual de sofredor.
Deve-se, depois de perder sua mulher, entrar num bar, numa rispidez triste, abandonado e cão sem dono, pedir qualquer bebida que seja e sofrer, sim, meu amigo, e mostrar-se mulher ou homem ao aguentar sua dor, doer pra ser homem, esta é nossa essência.
Não tive tempo para elucidar nenhum pensamento meu, mas rememoro alguns traços da noite arteira.
As garrafas cresciam numa rapidez petulante, me deixavam zonzas indo em vindo em meio a cantos de escravos de Jó. Jogadas no chão, estacaram numa ereção sem tampa, sem conteúdo.
Na mesa havia um mar, não exagero aqui, no qual juro que poderia morrer afogada.
Lá estava, perante a minha surpresa de menina sonhadora, o tácito sentimento de perda. Este fora brindado com sorrisos, meus inclusive, num vociferar de gritos dos copos machucados. Tentei me exortar por meio de palavras, de músicas, mas era tarde demais pra mim. Seria uma noite cega. Confrontei, sem ter forças para tal, minha vertigem. O carinho tenaz ludibriava meu anseio e, mais uma vez, minha dor fez-se pulsante. Chorava na sua agonia de traída, num pranto sorridente. Eram lágrimas os meus sorrisos. Era dor que me dava forças para sorver mais e mais. Era alegria a minha tristeza. Viramos copos, num enterro dos bons modos.
Indo sempre ao banheiro, claro. Calcula-se que andei cerca de uma rotação da Terra se juntar minhas idas e vindas do alívio da privada.
Cansada, abatida, feliz na loucura da tristeza, apaguei, sem antes ver a nota no boletim.
E, posso garantir baby, passou bem longe do zero. Inalei o restante de bebida, numa infatigável luta Romana. Fui derrotado, sem antes ter deixado uma mazela de presente para minha sobriedade. Cheguei em casa, sabendo disto apenas por acordar no meu colchão, transformando a noite em vultos passageiros, deitei morta, sem dor, sem alegria, sem vida e caí, num imenso tédio emocional.
Acordo, não antes de beber um copo d’água, refeito, mulher, menina, feliz. E, numa complacente despedida do sentimento que habitou tantas noites insones, digo, com receio de dizer: “Acho que o amor fica no estômago. Vomitei ontem e hoje acordo só. Eu vomitei o amor! Eu vomitei o amor!” Numa histeria digna de pobre que ganha na mega-sena, percorri o apartamento silencioso, acordando todos, num monótono alarme de nostalgia. O interfone toca, vou atender a censura dos gritos e, para minha surpresa, a voz diz: “ Caro amigo, percebi que descobriste que este mito de amor no coração é conversa fiada. Agora que sabe em qual quarto dorme o amor, peço, por favor, que não diga a ninguém.” Não entendo este frémito de egoísmo, quando ela, a voz, termina. “ Por razões claras, Senhor, não acho que seria viável um mar de amores jogados pra fora.” Entendo, por fim, que esta voz tem receio de perder o amor, guardado na barriga de uma incógnita, que alguém sente por ele. Bastardo, grito, bastardo enamorado da reciprocidade! E bato o interfone numa falta de ar.Mais uma revelação é concebida: É nos pulmões que o ódio habita.
Isso não me impede de sofrer, eu sofro e como sofro, vomitei meu amor, por medo por dor.
Mas dessa vez eu quero ver o fruto de meu amor e escárnio. Sei que aqueles que vomitaram sabem que seus desejos proibidos se divertem em outras camas que não as suas, eles sabem, assim como eu o sei.
Mesmo vendo não se deixa de amar.
Mesmo matando não se deixa de sonhar...



( Esse texto num é continuação do de cima!)

terça-feira, 24 de março de 2009

A revanche


( Tentei mudar o texto de baixo,deixa-lo mais poetico, mas num deu muito certo, ando em crise, e olha que num foi a lua cheia que deixou calada)


Você me deu a mão, falou coisas sobre o paraíso, lembra dele aquele quenunca me foi prometido amanha somente hoje, e como eu o amo.
Sussurrou palavras encantadas...
Mas talvez como você sempre disse o problema está nos meus olhos possessivos, em meu jeito de amar. Talvez quem sabe, só sei que sou assim e mesmo sendo assim você voltou. E para que se era ele assim tão estranho e aloprado.
A chaleira chia na cozinha ela vem me contar poemas do fundo das bromelias, ela me diz que assim como eu ela também quer chá, também quer chá, chá de sumiço.
Enquanto encho a xícara, penso no texto que está inacabado na rede, forço me a muda-lo, o peixe dá um pulo para fora do aquário. Pobre Dourado se suicidou, não faço nada é de seu livre direito fazê-lo, antes de morrer escreveu no limo de suas pedras, "Você sempre me olhou possessivamente".
Não entendi talvez fosse culpa do gato, do armário dos marinheiros.
Talvez pelo fato de eu ser uma criança mimada.
Gozado nahum, você vem e me diz, mas sempre volta, sempre volta para essa criança mimada e de memoria esperta.
Você fala que encheu o saco, quando no final das contas segundo minha memória esperta seria o contrário.
Voê diz que eu tenho sentimento de posse, natural querer ver quem se ama, e saber por que o filho da puta sumiu sem deixar rastros, ou de que como não se tira fotos e etc, etc.
Até pensei em coisas que somente a chaleira vai saber...
Mas uma coisa é certa, Montei uma arma humana, recheada de palavras com pólvora até o talo.
O gatilho tá armado.Vou atirar na tua alma.
Minhas palavras vão esfacelar teu crânio e você vai sentir o que eu senti.
Por que o que eu quero é a tua atenção. Isso não quer dizer POSSE.
De nada me adiantaria uma arma com munição de aço, se depois que eu atirar, você nunca iria saber o que eu senti.
O que eu quero é acabar com essa tensão.
O gatilho tá armado.

Por que eu tentei juro que eu tentei, mas esse é meu jeito de amar, e o mais engraçado é que somente você leãozinho, pensa assim.
Talvez eu esteja sendo precipita dizendo que não gosto mais, mas fazer o que, quando a dor é maior que o amor, as coisas mudam.
Queria realente que as coisas dessem certo, mas paciência, talvez nunca devessemos ter cruzado a linha, talvez sim talvez nahum.
O que importa é que ultimamente tenho andado decidida, coisa de criança mimada sabe.
Por que o que eu quero agora é ser eu, mesmo que me revele possessivae cheia de caprichos, aprendi a ser sarcástica, a falar o que eu quero sem medo.
E olha não foi a lua cheia que me deixou calada, foram os atos dos humanos...