sexta-feira, 24 de abril de 2009
Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras.
Sou irritável e firo facilmente.
Também sou muito calmo e perdôo logo.
Não esqueço nunca.
Mas há poucas coisas de que eu me lembre.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Não, não é folha. É estalo é dor, sal, lágrima confusão.
Pisei, estalou, chorou.
Mas, não fui eu, foi ela, ela sofreu agonizou sob o céu decadente da boca do peixe gato.
Ora, se para Platão o mundo é simulacro é representação, ou qualquer coisa parecida.
Anteontem tomamos um chafé tinha muita água e pouco pó, nada intensifica meu ser.
NADA.
Muitos sentimento, pouco conteúdo.
É tudo signo da realidade. Alguém pintou figuras abstratas em minha face.
Agora vou dormir, antes porém devo escovar os dentes e por uma roupa de mergulho. Ando dormindo em um mar, meu travesseiro está encharcado de dor, suor, lágrimas.
O pé de pato torna difícil meus movimentos em ambiente seco. Mas, quando ele se encontra no liquido salgado, se solta das amarras e se sente pássaro no ninho.
O barulho da água hipnotiza meus ouvidos, não consigo, mas parar de mexer meus pés.
Assim, vou embalando meus sonhos, durmo e não sonho.
Que hipocrisia, quanta ironia.
Engraçado como adoro essas palavras: HIPOCRISIA, IRONIA.
Calma, vou puxar a corda de meus devaneios, vou descendo, descendo e volto ao meu mar particular. Como é bom o som de MEU.
Com os olhos semi-cerrados vejo borbulhas de ar subindo para a superfície de meu ser.
O barulho do escafandro tem ficado mais silencioso desde a última hora.
As bolhas que antes eram grandes e robustas, estão mirradas e anêmicas. Sinto o ar me faltar, o pulmão cansado.
Quem sabe se eu ascendesse um cigarro...
E assim com sua fumaça poderei quem sabe encher de gás meus dias.
Talvez alguém me diga que ele é puro veneno, ora, mas assim é melhor encho meu seu e ao mesmo tempo extermino qualquer indicio de vida, nociva ou não.
Falando nela, hoje vou te mandar sinais de fumaça, que assim nunca vão chegar ao destinatário.
Minha alma nunca receberá a mensagem, jamais saberá de meus anseios de meus seios, não terá mais leite. Irá definhar até morrer de fome,desnutrida, descalcificada, e assim ira voltar a ser o que sempre foi: FRACA, desprovida de qualquer sangue ou calor.
...
sábado, 18 de abril de 2009
Urbana - Ludov
do carro com um sorriso
Se desculpa pelo atraso
se livrou de um compromisso
Óculos escuros
prendem seus cabelos
ela quer cortá-los
mas por enquanto vai mantê-los
E me diz:
eu tenho um plano pra nós dois
um plano pra depois
Mas agora ela só quer conversar
O tempo, o trânsito
a cidade, o campo e o calor
a vida sem amor
E eu concordo: o amor onde está?
Tem a certeza que alguém vai lhe abandonar
Diz que está muito infeliz mas não pára de rir
O dia já está em agonia e à noite tudo vai ficar pra trás
Pra trás
Dá de volta a chave
do carro que eu preciso
me recuperar do atraso
me atirar num precipício
Quando precisar
me liga que eu te vejo
Ela tem meu telefone
Eu fico lhe devendo um beijo
Cigarro, câmbio
Tempestade, tudo um só torpor
um plano impostor
E eu insisto no amor, onde está?
Tem a certeza que alguém vai lhe abandonar
Diz que está muito infeliz mas não pára de rir
O dia já está em agonia e à noite tudo vai ficar pra trás
Pra trás
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Lucas, um intruso no formigueiro

Um menino doce de olhar perdido, cabelos divertidos e casados com o meu.
Meu doce menino de bermudas, e blusas manchadas de vermelho
Lembre-se que a mais forte do mundo não supera meu amor pelo seu amor.
Por mais que te digam que o girassol não foi feito para amar papoulas, por mais que digam que é errado o sol nascer sol, porque ele queima quando não deve.
Mas meu indiozinho, o sol nasceu sol e por isso ele conquistas amores dores e odios,
Verta lágrimas doces, almiscaradas, surtadas, vermelhas, alvas
Mas as verta, as verta, sempre que ver seu olhar no espelho, nosm es olhos, nos olhos dela, nos dele
Lembre-se das formigas no formigueira, que lógico não estão no fogo
Se você fechar os olhos vai ve-las caminhando em direção ao seu coração, levando migalhas e passatempo, para que você mate sua fome de amor.
E sim sofra, para que seu sangue jorre para minhas veias secas da tua dor, e necessitadas de seus risos.
Ria para tudo,
E sim, eu sei que doí, mas abstrai a e finja demencia.
Porque tudo acaba onde começou.
Peça , peça muito flores de urano para suturar as feridas de seu esfarrapado coração.
Se precisar me peça ajuda e retalharemos sua pele para que veja que ainda há vida no deserto de seu ser esfarrapado.
Porque um dia o Saara já foi floresta.
E um dia voltara a te-las, mesmo que marinhas, águas de seus olhos doces
É para você que escrevo hoje, você que nunca quiz tomar a pílula a pílula vermelha para cair na realidade.
Você que sempre decora seu véu com pinturas lúdicas.
E lembre-se acima de tudo que a cigarra pode ter morrido de fome, ma ela viveu mais que mil formigas...
Amo te...
Ode as cinzas...
quinta-feira, 16 de abril de 2009
É.

Andando pela estrada de flamboians vi uma diminuta noz, toquei sua casca gravada pelo mundo ,logo meu tato se apaixonou por ela, amor a primeira vista. Sua textura áspera e sedosa entretinha-o por noites sem fim. Costumava brincar entre meus dedos avidos por seu corpo pequenino e marrom. Seu interior tilintava e fazia burburinhos sempre que lançada ao ar e quando caía de encontro a minha pele alva e sedenta por seu toque. Ela tinha uma curvinha no canto superior direito, que ia dar em um microscópico sulco. Ali era seu Jardim do éden, eu poderia ficar para sempre naquele pedacinho de paraíso. Principalmente porque a noz se mostrava extremamente vulnerável e ansiosa por carinho. Meus dedos iam e vinham deixando pelo caminho um turbilhão de ligações nervosas em frenesi. Quando ficava cansada esperava ver minhas mãos em concha para se aninhar e ali ficava dormitando horas a fio. Enquanto eu acariciava suas formas curvas. E se por acaso eu também dormisse e parasse com afagos, ficava impaciente e se jogava no chão, fazendo assim com que eu acordasse. Quando seu corpo delicado tocava o chão nessa dança suicida, um barulho quase mudo me despertava. Preocupada e envergonhada pela minha distração pedia desculpas e a cobria de mimos. O sol dava voltas no céu, a lua ia e vinha e eu já não dormia, com medo de machuca-la. Sendo assim pude me dedicar a ela. Meu tato, meu corpo já não podia ficar sem toca-la, meus dedos estavam carentes viciados, nesse amor unilateral. Mas o tempo se faz cruel, de tanto sentir tuas linhas, os sulcos e nervuras estavam sumindo, o ácido de minha pele a estava corroendo, dia após dia, minha tão prestimosa noz. Assim como ela perdia seus desenhos, a ponta de meus dedos iam perdendo identidade, eles e eu... Eu a estava matando, apesar de ama-la a matava pouco a pouco, como isso era possível, me torturava em buscas de respostas. Optei pelo que achei que fosse melhor, mantive distancia, agora ela dormia em almofadas de veludo carmim. O meu anseio era de que se recuperasse, para que voltasse a se divertir em minhas mãos. Mas a cada dia ela ia definhando, seu marrom ficou cinza, meio preto, meio algo que não sei. Um dia exausta e doente da vida,dormi... Quando acordei, ela estava negra, necrosada,muda, morta. Verti lágrimas apenas de sal.
Mas não me dei por vencida, procurei outras nozes, amei meus dias com minha pequena noz, mas não com elas, de noz em noz, procurei teus sulcos, comprei, comi, dezenas delas. A dor foi tomando meus dias meus meses, meus anos, até que passei a mata-las pelo simples desejo de mata-las para que nunca em hipótese nenhuma, algumas delas viesse a tomar seu lugar no meu mundo.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Vamus lá Lucas, cante comigo!!!!!

O Leãozinho
Gosto muito de te ver, leãozinho, caminhando sob o solGosto muito de você, leãozinho
Para desentristecer, leãozinho, o meu coração tão só
Basta eu encontrar você no caminho
Um filhote de leão, raio da manhã
Arrastando o meu olhar como um imã
O meu coração é o sol, pai de toda cor
Quando ele lhe doura a pele ao léu
Gosto de te ver ao sol, leãozinho, de te ver entrar no mar
Tua pele, tua luz, tua juba
Gosto de ficar ao sol, leãozinho, de molhar minha juba
De estar perto de você e entrar numa
Moinho Não Ventile dores

O vento que acaricia meus cabelos também trouxe palavras que me sufocam
O vento que vinha como brisa se tornou furacão e provocou a morte de milhões de pessoas em mim
O vento que parecia trazer mudanças apenas ajudou a acumular mais poeira nas prateleiras vazias
O vento que de longe era silêncio chegou com uma sonoridade quase musical
O vento que eu vi tão puro e limpo me intoxicou na noite fria com o auxilio de um ventilador de metal grudado no teto
O vento que parecia ser duradouro girou o moinho por quadro dias...
FIM (?)
( Lucas Lopes- meu amigo imaginário)
quinta-feira, 9 de abril de 2009

Se tudo existe
Se tudo existe é porque sou.
Mas por que esse mal estar?
É porque não estou vivendo do único modo
que existe para cada um de se viver e nem sei qual é.
Desconfortável.
Não me sinto bem.
Não sei o que é que há.
Mas alguma coisa está errada e dá mal estar.
No entanto estou sendo franca e meu jogo é limpo.
Abro o jogo.
Só não conto os fatos de minha vida:
sou secreta por natureza.
O que há então?
Só sei que não quero a impostura.
Recuso-me.
Eu me aprofundei mas não acredito em mim porque meu pensamento é inventado.
(Clarice L.)
segunda-feira, 6 de abril de 2009

Judiaria
Arnaldo Antunes
Composição: Lupcínio Rodrigues
Agora você vai ouvir aquilo que merece
As coisas ficam muito boas quando a gente esquece
Mas acontece que eu não esqueci a sua covardia
A sua ingratidão
A judiaria que você um dia
Fez pro coitadinho do meu coração
Essas palavras que eu estou lhe falando
Têm uma verdade pura, nua e crua
Eu estou lhe mostrando a porta da rua
Pra que vocês saia sem eu lhe bater
Já chega o tempo que eu fiquei sozinho
Que eu fiquei sofrendo, que eu fiquei chorando
Agora quando eu estou melhorando
Você me aparece pra me aborrecer.
E senhoras e senhores, foi com essa bela música que nosso ( não mais taum) querido aRnaldo antunes encerrou sua participação na calourada.
Talvez eu tenha esperado demais do show, talvez tenha criado um deus em minha mente, maso fato foi que ele me decepcionou ficando taum pouco tempo no palco.
Não, não nego que a sua performance tenha sido surrealmente incrivel, mas paciencia, não foi só ele que me deceocionou, A banda Mãe do Mendigo tocou mais musicas suas do que as do los hermanos ( eles tocam bem, não nego, mas fomos esperando los hermanos )
A noite compensou pelas pessoas que curtiram a noite comigo e é claro a banda Br Blues, que foi algo indiscritivel.
É esse texto foi nada poetico, se parece mais com coluna de jornal, mas ele descreve bem como foram os shows, sem nenhuma poesia que nos envolvessem...
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Eu me ...

E pensar que você nunca escreveu nada para mim
E agora enche cada poro de seu ser com odes para fantasmas encarnados E saber que eu sabia que sonetos para mim não cabiam não cabiam
mas eu aprendi a relevar paciência, se você nã oescreve para mim ou sobre mim.
Eu escrevo
Eu escrevo
Me ponho no pedestal
Me venero
Compro flores,
Compro bombons
E assim vou me enchendo de prosa e poesia,
porque baby eu sou mais eu...
TE extrãno

TEm um pedaço de mim que está longe
longe longe
Voou, voou para fazer um filme em terras estrangeiras
Agora deve tá falando a língua do ALmodovar, imitando as cores de Frida.
Mas eu sei que talvez ela esteja cansada, com saudades do ninho.
Talvez, esteja triste por planos que não sairam do papel, ou quem sabe esteja se afogando em lágrimas pelo leite derramado.
Ah, andorinha, não fique triste
Meu coração doí,
Queria estar aé para afagar seus cabelos e dizer que ele te ama, ou que o mundo o mundo está sorrindo para você.
Então, o que que vocÊ acha, olha para o céu e escute
- Hey, num skeça minha garrafa de ferne!
Por que eu quero beber com você as dores de amores, e felicdades de paixões em brasa.
E eu eu te strãno ( e não adianta num vou escrever certo!)
Natalia, pode voar de volta ...







