Não, não é folha. É estalo é dor, sal, lágrima confusão.
Pisei, estalou, chorou.
Mas, não fui eu, foi ela, ela sofreu agonizou sob o céu decadente da boca do peixe gato.
Ora, se para Platão o mundo é simulacro é representação, ou qualquer coisa parecida.
Anteontem tomamos um chafé tinha muita água e pouco pó, nada intensifica meu ser.
NADA.
Muitos sentimento, pouco conteúdo.
É tudo signo da realidade. Alguém pintou figuras abstratas em minha face.
Agora vou dormir, antes porém devo escovar os dentes e por uma roupa de mergulho. Ando dormindo em um mar, meu travesseiro está encharcado de dor, suor, lágrimas.
O pé de pato torna difícil meus movimentos em ambiente seco. Mas, quando ele se encontra no liquido salgado, se solta das amarras e se sente pássaro no ninho.
O barulho da água hipnotiza meus ouvidos, não consigo, mas parar de mexer meus pés.
Assim, vou embalando meus sonhos, durmo e não sonho.
Que hipocrisia, quanta ironia.
Engraçado como adoro essas palavras: HIPOCRISIA, IRONIA.
Calma, vou puxar a corda de meus devaneios, vou descendo, descendo e volto ao meu mar particular. Como é bom o som de MEU.
Com os olhos semi-cerrados vejo borbulhas de ar subindo para a superfície de meu ser.
O barulho do escafandro tem ficado mais silencioso desde a última hora.
As bolhas que antes eram grandes e robustas, estão mirradas e anêmicas. Sinto o ar me faltar, o pulmão cansado.
Quem sabe se eu ascendesse um cigarro...
E assim com sua fumaça poderei quem sabe encher de gás meus dias.
Talvez alguém me diga que ele é puro veneno, ora, mas assim é melhor encho meu seu e ao mesmo tempo extermino qualquer indicio de vida, nociva ou não.
Falando nela, hoje vou te mandar sinais de fumaça, que assim nunca vão chegar ao destinatário.
Minha alma nunca receberá a mensagem, jamais saberá de meus anseios de meus seios, não terá mais leite. Irá definhar até morrer de fome,desnutrida, descalcificada, e assim ira voltar a ser o que sempre foi: FRACA, desprovida de qualquer sangue ou calor.
...

Nenhum comentário:
Postar um comentário