terça-feira, 31 de março de 2009


A poesia se esvaiu de mim
De uns dias para cá
nada consigo vislumbrar
NADA
Nem um uma frase
Muito menos um texto...

Talvez ela tenha ido compara um cigarro lai na esquina e tenha esquecido de voltar...
Acontece!

segunda-feira, 30 de março de 2009

sexta-feira, 27 de março de 2009

Vendo minha imagem


Vendo minha imagem no televisor
Vendo minha imagem do televisor
Vendo.
Já não mais reconheço aqueles traços
Está na hora de fazer um bazar com as coisas antigas
De vender minhas velhas rugas, meus sorrisos esquecidos.
Vendo minha imagem no televisor
Vendo minha imagem do televisor
Isso já não é mais um bazar
É um amontoado de azar
Pois sim, um amontoado
Já não me recordo mais das letras das cartas das melodias
Vendo minha imagem no televisor
Vendo minha imagem do televisor

quinta-feira, 26 de março de 2009

Esse é meu trampo, por isso sou stressada

quarta-feira, 25 de março de 2009

O que eu queria te dizer pela última vez


Achei que aquela dor fosse durar para sempre, de tanto que doía.
Não era dor física, daquelas que a gente põe a mão pra amenizar.
Era dor de amor.
Não tive a sorte de um amor tranqüilo.
Sentia o coração sendo rasgado, em finos trapos, bem devagarinho.
Doendo... Rasgando... Ferindo... Sangrando...
E a cabeça só lembrava: você.
O chão que me faltou aos pés era o buraco em que eu queria me enterrar.
Mas queria viver! Viver pra te ensurdecer de tanto gritar eu te amo, explodir meus pulmões de tanto chorar, me matar pra ver se te matava, te matar pra ver se renascia.
Eu sorria quando tu sorrias, eu chorava quando tu choravas.
No fundo, só queria te fazer sentir aquilo que eu sentia, te sobreviver do meu amor.
Quantas vezes quis abrir teu peito, te arrancar o coração e colocar o meu no lugar.
Toma! Experimenta me amar como eu te amo. Toma!
Quantas vezes quis rasgar meu peito, te tirar lá de dentro e dizer:
vai! Segue teu caminho e esquece que eu existo, já não te preciso mais.
Me venci. Te matei em mim. Tudo ilusão...
Um amor desse tamanho não se mata assim.
Sonhei tantas vezes com o momento de te deixar que cheguei a te odiar.
Te amava e te odiava, te odiava mas te amava.
E te sufocava com meu desejo. E me viciava. E me afogava.
E me afundava.
Eu estava doente de você.
Passa, isso passa com o tempo, você dizia.
Hoje tenho que dizer que tens razão.
Ainda te amo.
Mas calmo, suave.
Ainda te amo.
Mas me permito amar outras pessoas.
Ainda te amo.
Mas me permito viver sem você.
Ainda te amo. Mas existo pra mim.
Mas ainda te amo.


(Do Blog Traços de homem)

Doí, essa ânsia, doi sabe, doí


Terça a noite dia de sair de ver pessoas, era uma data especial, ou talvez não fosse, não me recordo.
Tinha vários amigos ao meu redor, uma delas estava presa em seu vestido rubro. A outra estava liberta num freneis de copos de líquidos amarelos.
Eram gritos de felicidade, numa epopeia pela piada mais engraçada, mais furtiva.Jogos de infância que inseridos nesse ambiente nada dúbio se transforma em diversão de homens.
Não sei por que cargas d’água minha cabeça pairava por entre nuvens tempestuosas de pensamentos ordinários. Decidi, por fim, colocar meu alter-ego no comando da situação e, repito, ele ficou bêbado e não eu.
Bebi o fruto de meu esforço, mas valia a pena pela sensação de voo cativo.
Estávamos em um grupo, melhor, bando de 10 pessoas, ou mais ou menos, não me recordo.
Os bares me deixam sensível.
Quantos enamorados foram esquecidos e acharam no bar sua dor?
Quantos homens mataram seu salário por uma bebida?
Quantas mulheres comemoraram a sordidez da infidelidade bem armada?
Pessoas providas de sentimentos devasso encontram em copos vazios, que antes eram, cheios seu ritual de sofredor.
Deve-se, depois de perder sua mulher, entrar num bar, numa rispidez triste, abandonado e cão sem dono, pedir qualquer bebida que seja e sofrer, sim, meu amigo, e mostrar-se mulher ou homem ao aguentar sua dor, doer pra ser homem, esta é nossa essência.
Não tive tempo para elucidar nenhum pensamento meu, mas rememoro alguns traços da noite arteira.
As garrafas cresciam numa rapidez petulante, me deixavam zonzas indo em vindo em meio a cantos de escravos de Jó. Jogadas no chão, estacaram numa ereção sem tampa, sem conteúdo.
Na mesa havia um mar, não exagero aqui, no qual juro que poderia morrer afogada.
Lá estava, perante a minha surpresa de menina sonhadora, o tácito sentimento de perda. Este fora brindado com sorrisos, meus inclusive, num vociferar de gritos dos copos machucados. Tentei me exortar por meio de palavras, de músicas, mas era tarde demais pra mim. Seria uma noite cega. Confrontei, sem ter forças para tal, minha vertigem. O carinho tenaz ludibriava meu anseio e, mais uma vez, minha dor fez-se pulsante. Chorava na sua agonia de traída, num pranto sorridente. Eram lágrimas os meus sorrisos. Era dor que me dava forças para sorver mais e mais. Era alegria a minha tristeza. Viramos copos, num enterro dos bons modos.
Indo sempre ao banheiro, claro. Calcula-se que andei cerca de uma rotação da Terra se juntar minhas idas e vindas do alívio da privada.
Cansada, abatida, feliz na loucura da tristeza, apaguei, sem antes ver a nota no boletim.
E, posso garantir baby, passou bem longe do zero. Inalei o restante de bebida, numa infatigável luta Romana. Fui derrotado, sem antes ter deixado uma mazela de presente para minha sobriedade. Cheguei em casa, sabendo disto apenas por acordar no meu colchão, transformando a noite em vultos passageiros, deitei morta, sem dor, sem alegria, sem vida e caí, num imenso tédio emocional.
Acordo, não antes de beber um copo d’água, refeito, mulher, menina, feliz. E, numa complacente despedida do sentimento que habitou tantas noites insones, digo, com receio de dizer: “Acho que o amor fica no estômago. Vomitei ontem e hoje acordo só. Eu vomitei o amor! Eu vomitei o amor!” Numa histeria digna de pobre que ganha na mega-sena, percorri o apartamento silencioso, acordando todos, num monótono alarme de nostalgia. O interfone toca, vou atender a censura dos gritos e, para minha surpresa, a voz diz: “ Caro amigo, percebi que descobriste que este mito de amor no coração é conversa fiada. Agora que sabe em qual quarto dorme o amor, peço, por favor, que não diga a ninguém.” Não entendo este frémito de egoísmo, quando ela, a voz, termina. “ Por razões claras, Senhor, não acho que seria viável um mar de amores jogados pra fora.” Entendo, por fim, que esta voz tem receio de perder o amor, guardado na barriga de uma incógnita, que alguém sente por ele. Bastardo, grito, bastardo enamorado da reciprocidade! E bato o interfone numa falta de ar.Mais uma revelação é concebida: É nos pulmões que o ódio habita.
Isso não me impede de sofrer, eu sofro e como sofro, vomitei meu amor, por medo por dor.
Mas dessa vez eu quero ver o fruto de meu amor e escárnio. Sei que aqueles que vomitaram sabem que seus desejos proibidos se divertem em outras camas que não as suas, eles sabem, assim como eu o sei.
Mesmo vendo não se deixa de amar.
Mesmo matando não se deixa de sonhar...



( Esse texto num é continuação do de cima!)

terça-feira, 24 de março de 2009

A revanche


( Tentei mudar o texto de baixo,deixa-lo mais poetico, mas num deu muito certo, ando em crise, e olha que num foi a lua cheia que deixou calada)


Você me deu a mão, falou coisas sobre o paraíso, lembra dele aquele quenunca me foi prometido amanha somente hoje, e como eu o amo.
Sussurrou palavras encantadas...
Mas talvez como você sempre disse o problema está nos meus olhos possessivos, em meu jeito de amar. Talvez quem sabe, só sei que sou assim e mesmo sendo assim você voltou. E para que se era ele assim tão estranho e aloprado.
A chaleira chia na cozinha ela vem me contar poemas do fundo das bromelias, ela me diz que assim como eu ela também quer chá, também quer chá, chá de sumiço.
Enquanto encho a xícara, penso no texto que está inacabado na rede, forço me a muda-lo, o peixe dá um pulo para fora do aquário. Pobre Dourado se suicidou, não faço nada é de seu livre direito fazê-lo, antes de morrer escreveu no limo de suas pedras, "Você sempre me olhou possessivamente".
Não entendi talvez fosse culpa do gato, do armário dos marinheiros.
Talvez pelo fato de eu ser uma criança mimada.
Gozado nahum, você vem e me diz, mas sempre volta, sempre volta para essa criança mimada e de memoria esperta.
Você fala que encheu o saco, quando no final das contas segundo minha memória esperta seria o contrário.
Voê diz que eu tenho sentimento de posse, natural querer ver quem se ama, e saber por que o filho da puta sumiu sem deixar rastros, ou de que como não se tira fotos e etc, etc.
Até pensei em coisas que somente a chaleira vai saber...
Mas uma coisa é certa, Montei uma arma humana, recheada de palavras com pólvora até o talo.
O gatilho tá armado.Vou atirar na tua alma.
Minhas palavras vão esfacelar teu crânio e você vai sentir o que eu senti.
Por que o que eu quero é a tua atenção. Isso não quer dizer POSSE.
De nada me adiantaria uma arma com munição de aço, se depois que eu atirar, você nunca iria saber o que eu senti.
O que eu quero é acabar com essa tensão.
O gatilho tá armado.

Por que eu tentei juro que eu tentei, mas esse é meu jeito de amar, e o mais engraçado é que somente você leãozinho, pensa assim.
Talvez eu esteja sendo precipita dizendo que não gosto mais, mas fazer o que, quando a dor é maior que o amor, as coisas mudam.
Queria realente que as coisas dessem certo, mas paciência, talvez nunca devessemos ter cruzado a linha, talvez sim talvez nahum.
O que importa é que ultimamente tenho andado decidida, coisa de criança mimada sabe.
Por que o que eu quero agora é ser eu, mesmo que me revele possessivae cheia de caprichos, aprendi a ser sarcástica, a falar o que eu quero sem medo.
E olha não foi a lua cheia que me deixou calada, foram os atos dos humanos...

segunda-feira, 23 de março de 2009

Agora eu entendo sua fixação por Frida Kahlo


(Outro texto para desabafo, mas amanha eu volto com ele mais arrumado e poetico, su só precisa escrever isso hoje, antes do furacão)



Acho graça de continuar acreditando. DE Continuar tentando
Eu acho graça de coninuar nesse disco riscado que fica em uma mesma bela frase apagada no tempo e marcada em minha pele. Mas que no fim tem mais música, essa que antes me dilacerava , hoje em dia apenas me arranha.
Acho graça no fato de ter tentado novamente, quando eu pude ver em seus olhos de que tudo não passava de interesse carnal e banal.
No começo da volta a ilha de fantasias eu cheguei a acreditar em seu tapa olho, mas no fundo no fundo sabia tudo ser mentira.
Andamos juntas, mas com akela condição marcada na bandeira.
Apenas o hoje...
Confesso sou culpada, dei minhas escapadas fui nadar com as sereias, mas nunca te escondi. Você ao contrário escondeu, mentiu, mudou de assunto, o combinado não era a verdade.
Mas eu sempre esqueço que estou lidando com você com você e seus carimbos.
Hoje eu assino minha carta de alforria.
Vou assumir que o que eu sinto por você é apenas obsessão, afinal o primeira vez a gente nunca esquece, era só medo de ficar sozinha
Só medo, só vaidade.
Hey, eu aindo gosto de você, mas bem longe de meu coração, da minha pele, podemos ser colega de sala e só. Ponto final
Hoje finalmetne a ficha caiu e eu
Eu não gosto mais de você!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Maybe




Tem uma mina ali que tem um símbolo louco atrás da orelha, escondida entre cabelos de ar.
Tem uma mina ali que tem pegadas nas costas, pegadas que indicam um caminho que não é o das índias.
Tem uma mina ali que tem lábios desenhados por Davinci, camada por camada de pele carmim.
Hey, tem uma mina ali
De olhar matador, como todo e bom clichê, eles vão me levar para lugares onde o pote não é de ouro, e sim de plumas e molas.
Tem uma mina ali e eu não me canso de dizer, que tem uma mina ali.
Toda de preto de sorriso armado.
Tem uma mina ali que vai de um lado para outro com meu coração na mão.
Servindo mesas, desconhecidos que se se interessam na mina de sorriso armado.
Tem uma mina tipo mignon, que nem Ana Carolina saberia cantar seu cheiro, e e olha que ela já comeu a Madona.
E eu sei que você já tá cansado de ouvir, mas tem uma mina ali.
E como tem.
Entre passos apressados, ela olha para mim entre a distância de oceanos de cabeças.
Toda vez que a vejo meu coração dispara, minha boca seca, perco o fôlego.
Atrás do balcão tem uma mina de olhar meigo e fala poética.
Mando bilhetes para ver se ela me olha, compro um pombo para atravessar o oceano e levar a ela,
levar a ela meus bilhetes desconexos de poeta vulgar.
Tem um passo de gato manhoso, e quando ronrona ...
Eu sou capaz de acreditar em ocultismo só por essa mina, mas como dizia Sei Jorge " Tô namorando aquela mina, mas será que ela me namora?"
Hey mina, olha para cá, para essa escritora de quinta, teu cheiro anda colorindo minha retina, toda vez que eu lembro
toda vez que eu lembro que tem uma mina...




( Será que eu tenho talento para escrever músicas? Please se não, me FALEM)

Tradução cantanda desse meu momento fugaz


Bicho humano
Frejat


Dance
Eu quero que você me canse
Até o sol raiar
Canse
Eu quero ver você em transe
Me chamar, me chamar
Me gritar pedindo, deixando
Bicho humano uivando
Bicho humano uivando
Eu não te amo, não
Eu não te amo, não

Dance
Eu quero aproveitar a chance
E me acabar
Canse
Eu quero que você me alcance
Na hora H, na hora H
Me gritar pedindo, deixando
Bicho humano uivando
Bicho humano uivando
Eu não te amo
Não, eu não te amo, não

quinta-feira, 19 de março de 2009

Aprenda latim


Aprenda Latim

A NON DOMINO - Anão domina. Expressão muito utilizada à época dos Anões do Orçamento.

ALEA JACTA EST - Tradução: A jaca está lançada.

ANIMUS FURANDI - Furando o ânimo - coisa que o casamento costuma fazer, por exemplo.

BREVI-MANU - Mano breve. Diz-se daquele amigo que morreu cedo.

CARPE DIEM - Significado: Carpa do Dia, peixe antiquíssimo muito apreciado pelos povos orientais.

CUIQUE SUUM - Sumo da cuíca. Expressão elogiosa que indica o virtuose do instrumento citado.

DATA VENIA - Significado: Expressão respeitosa usada principalmente para discordar do argumento de outros. Um exemplo clássico: "Data venia, mas não concordo e vosselência é um ilibado filodaputa", et cetera.

DEUS EX MACHINA - Significado: Literalmente, "Deus, que máquina!!!". Expressão muito utilizada pelos latinos quando viam passar pela frente (ou pelas costas) as gostosonas da época.

DURA LEX, SED LEX - Expressão que inspirou o Correio a criar o Sedex, que significa, acho, Sede Expressa (de enviar/receber mensagens e outros badulaques.

HABEAS CORPUS - Documento que tira qualquer um da cadeia — desde que ele seja bem rico, é claro.

IN BREJUS VACA EST - Literalmente, A Vaca Foi Pro Brejo — ou algo assim.

IN LIMINE - Expressão utilizada pelos justiceiros medievais iletrados. Exemplo: "Inlimine todos os ladrão", et cetera.

JURIS TANTUM - Tantos juros...

MANUS ET MINAS EST - Título do primeiro rap (ou hip-hop) encontrado por arqueólogos de Itaquera sob a lira de Nero, o Louco, que botou fogo na bomba e depois em Roma.

MINIMA DE MALIS - Dos males, o menor. Este provérbio, aliás, inspirou a FEBEM, que ainda vê, no menor, o Mal.

PRIMA FACIE - Prima fácil (uma coisa que todo mundo tem; quem não tem, não sabe o que está perdendo!)

RES, NON VERBA - Réus, não verba. Expressão utilizada pelos juízes romanos, que já reclamavam do número elevado de réus em comparação ao minguado dinheiro dos tribunais da época.

SPIRITUS SANCTUS - Backing vocal dos megachous do popadre Marcelo Rossi.
STATUS QUO - Grupo de rock dos anos 70 que fez (e ainda faz!) um barulho dos diabos.


E a a euforia deu lugar a melancolia, não, melancolia não, deu lugar a uma tristeza sem prazer, a uma dor ser fundo, um sentimento desesperado.
Hoje todo o dia foi assim,acordei alegre, mas logo sentimentos confusos encheram minha mente de pensamentos estranhos.
Um cubo mágico passeia em em minha mão à procura de uma solução, não soluciono apenas o contemplo as cores se misturam em minha retina,o foco se esvai e o que era vermelho vira amarelo com azul, e uma dor fina pia em meus ouvidos céticos.
Contemplo e espero, depois de muito o fazer cedo aos impulsos de meu corpo e mastigo o que você me pergunta, o que eu te respondo.
No caminho de volta p casa, sou atingida no meio da cara por uma euforia vil, me toma por inteiro perturba o que por fazer, fico alegre convido pessoas p participar de minha euforia.
Mas como sou um ser melancólico ( A melancolia é o prazer em estar triste .Victor Hugo) me entrego ao lado negro da melancolia, e sofro triste em meu canto, tendo por perto apenas amigos distantes q conversam mas que minha face não podem vislumbrar.
De onde será que veio dessa vez essa tristeza, será que foi por que lembrei que tinha a mais perfeita pedra em minhas mão que apenas precisava de um polimento por parte de meus olhos, a tinha mas a dei aos porcos.
Ce la vie, que importa o que eu fiz de glorioso no passado, se agora sou provida de lágrimas, posso me apegar a eles, mas antes não podia chorar, e é por isso que os lembro com os olhos marejados da alma...
A euforia me toma a mão novamente, não quero ir, prefiro a tristeza,ela pelo menos é fiel, não vai embora e me deixa só..

Ocorrências


Esta tarde me ocorreu
Que ontem ocorreu o ocorrido da semana que vem
Esta tarde me ocorreu de correr
Correr para fugir do ocorrido que tem teu nome
Teu nome tem corrido de teto em teto
O teto não protegeu da chuva quando ocorreu o ocorrido
A chuva molhou meus pés enquanto eu corria do ocorrido, para que nada ocorresse de novo
Esta tarde me ocorreu
O que ocorreu em uma tarde de chuva ácida...
Esta tarde me ocorreu que você correu fugindo da chuva de pedras
Esta tarde me ocorreu de não recorrer
Esta nada me ocorreu ...

Go Lucy Go

Como é divertido voltar a ser selvagem, relembrar os tempos em que andávamos em tribos, de prado em prado.
So easy, esquecer a civilidade e se entregar aos instintos.
So easy.
Lucy, experimentou essa sensação no último sábado.
Ela estava cansada de tanto trabalhar, de dar murro em ponta de faca, queria chorar, estravassar, esquecer as dores de um amor de outra encarnação.
Desesperada liga o computador, e procura na rede por Lorenzo, ele lhe responde, conversam por horas, decidem se encontrar. Fariam uma homenagem a lua, com muita tequila sal e limão.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Artistas que fazem a diferença






Daniela Edburg

Daniela Edburg é uma fotografa mexicana radicada nos EUA que criou uma série de fotos correspondente a assassinatos em circunstâncias mais femininas possíveis. As fotos são dotadas de singelas peculiaridades e cores vibrantes. A abordagem de seus contrastes enfatizam a ideia de realismo fantástico, mas por outro lado pode-se até suspeitar de sarcasmo exacerbado e humor negro contra os clichês presentes nas questões de gênero.


Suas fotos estarão na exposição Sutil e Violento que compõe o Fórum Latino-Americano de Fotografia, que vai debater, analisar e propor políticas publicas para o desenvolvimento da arte na região, que acontece em São Paulo e infelizmente não terá intinerância por aqui!

Esta série de fotografias é de um trabalho chamado Drop Dead Gorgeous e que retrata belas mulheres que morrem devido às obsessões alimentares.

Essa boneca tem Manual ( V. da Mata)


Ela só me faz um cafuné
E depois me olha com vontade
Sua casa é azul e verde
Cercada de grandes árvores
Nos segredos dela se aposta viu?
Nos cabelos dela não se toca ouviu?
Eles são de nuven ou bombril?
Eles são ousados ou só seus?
Essa boneca tem manual?

Mas é que ela mora na janela
Junto ao seu gato e um mistério
Desenha um rabisco no caderno
Espia um belo eterno?
Que será que ela vê naquela TV feita de pau amarelo?
Viaja estudando o espaço
No seu vestidinho de morango?
Na insistência da imaginação
Pobre coração
Pobre coração, tum tum tum tum
Démarrer démarrer
Essa boneca tem manual?

Os homens odeiam
As mulheres adoram
Onde esse moço passa, elas choram
O assunto é ele, o tesouro é dele
Onde esse moço passa, elas choram
Por ele há fome o belo se come
Onde esse moço passa, elas choram
Será que é touro e adora vermelho?
Onde esse moço passa, elas choram
É quase demência da imaginação
O belo e a sua ingratidão
Ter toda beleza pra ele
Pobre coração
Pobre coração, tum tum tum tum
Démarrer d-ci

Jandira, corre lá... Só para ver

Essa boneca tem manual?

Reino de Dragões


O sol mostrou a cara revelando um dia como outro nessa existência de vida urta.Mesmo alvorecer, os mesmos passáros na minha janela, o mesmo cheiro do pão que vinha da padaria da esquina, as mesmas paredes azuis, o mesmo lustre de resina laranja, a mesma cama baixa, o mesmo corpo, o mesmo pé, a mesma mão, a mesma alma, a mesma mente cansada e azucrinada. Resumindo essa minha ladainha diária, tudo igual.
O panda rosa anuncia que é hora de sacudir a areia dos cabelos e encarar essa nova folhinha do calendário.
Edredon ainda quente me chama de volta, nós olhamos por uma eternidade de algodão sintético, lhe acaricio as tramas e digo que logo mais eu volto para seu colo sedutor, mas só mais tarde, ele entende e esfria. Recolho seu corpo cansado e o espreguiço dando saculejadas firmes, com ele em meus braços rumo para o lado ensolarado da casa o estiro no varal molhado pelo orvalho. Beijo-lhe delicadamente a epiderme e saio. Em meu caminho encontro empertigado com sua pose de general,Manfred meu doberman altivo e confiante de si, rondando e ronronando em suas pernas está Maria Deusa uma gata tão negra que nem se compara a fria ônix. Todos de pelos negros e olhares no infinito, somos um trio perfeito, reconhecidos pelo queixo erguido destemido. Assim somos nós. Manfred fora presente de um desconhecido que passava perto do bistrô onde estava sentada olhando o rio, ele o desconhecido falava coisas sobre dragões camaleões que podiam ficar inviseis quando queriam, e o que o pacote que ele trazia no colo fora presente de um rei dragão que ele havia conhecido a muito tempo, mas o rei do alto de sua majestade disse para ele que desse aquele presente para um desconhecido que parecesse digno e peculiar no meio da multidão contemporanea guiada por falsos profetas. Me confessou mas tarde que se decidira por mim, quando vislimbrou Maria Deusa deitada em uma nesga de sol em cima da mesa, disse em tom de segredo que pessoas que conseguem conviver passificamente com feras são deuses para os dragões. E agora quase sussurrando,revelou que quando a viu rolando e brincando com minha mão não teve dúvidas de minha natureza arisca. Não sabia se agradecia o elogio ou se lhe dava um safanão, resolvi ficar em silêncio.
O desconhecido era mesmo fascinante suas falas eram de uma segurança profunda, dessas que só encontramos em filosofos e poetas. Antes de dirigir a palavra à minha pessoa me olhou despindo minh'alma, sustentava olhar e andava tal qual felino. Parou diante de mim, - suas palavras ficaram queimadas em minha pele-, "Salve ó descendente do mais puro sangue prata, dou graças aos céus por ter te encontrado", dito isso tomou minhas mãos e depositou nelas uma tulipa carmim.Estava tão enebriada pela sua aura que ralhei seriamente com um garçom que o enxotava, já dizia o poeta que para comprar aliados bastam elogios, e que elogio, se aquilo foi um elogio.
Convidei-o a se sentar e tomar algo comigo, oferta essa que foi negada veementemente e com um aviso, " Jamais coma algo que não feito por ti, eles podem querer fazer casaco com a tua pele". Assenti com a cabeça.Então ele tirou da bolsa arroxeada, que tinha uma forma amorfa, uma jarra dois copos e algo que parecia ser um vasilhame, pois um copo na minha frente e fez menção de me servir de sua beberagem. Levantando o queixo e fazendo um olhar de superioridade, disse o que ele havia me dito segundos atrás.
Sorria e sacudia a cabeça, " Sabia que não havia me equivocado, sabia que estava diante...", sua voz foi sumindo, até que somente seus lábios se moviam. Guardou um dos copos, e no que ficou sobre a mesa derramou um líquido esverdeado de consistência estranha, mas pela cara que fazia parecia ser um licor dos deuses. Bebia e ria, ria e bebia.Com a mão esquerda segurava firmemente um copo de vidro fosco, havia entalhes por toda a superfícia fria do vidro, eram desenhos de formas
desconhecidas, beiravam o arabesco. Sua forma era curiosa, tinha a base fina e boca larga, assim como uma rosa que há muito desabrochou. O líquido que ele bebia fazia reflexo na mesa, de acordo com seus movimentos uma luz esverdeada se formava.
Pousou traquilamente o copo na mesa e fitou Maria Deusa, que estava dormindo no parapeito da ponte atrás de mim, o corpo estirado e a cauda caída que ia de lá para cá tal qual pêndulo de rélogio antigo. A cabeça apoiada nas duas patas dianteiras, tinha uma expressão tranqüila provavelmente sonhava um grande gramado repleto de pardais. Levantou um pouco a pálpebra direita e encarou o estranho, talvez percebera que estava sendo observada. Se encararam por breves segundos, até que ela voltou para seu gramado.
O embrulho cor de mostarda que estava em seu colo mexeu, alisou-o e o pacote voltou a ficar quieto.
Aquilo estava me preocupando, e se o que acabara de se movimentar dentro do pacote fosse uma criança, uma criança roubada que ia ter seu fim em uma cerimonia de sacrificio humano, ou se fosse um animal perigoso, ou até mesmo um filhote dos tais dragões. Logo me dei conta de quão absurdos eram meus pensamentos. Então voltei minha atenção para as roupas que ele vestia.
Não estava sujo, mas tinha as roupas um pouco puídas pelo tempo, assim como sua pele. Vestia o que parecia um grande casaco marrom usado para dias de neve, nele havia inúmeros bolsos, todos cheios, sua cor estava desbotada e alguns remendos se faziam visiveis, bordado no ombro direito dormia um libélula roxa. Mas tarde eu viria a saber que aquele inseto era para ele muito caro, primeiro por ser belo e segundo por ser um dos animais que os dragões tinham como domésticos.
Por debaixo do casacão vestia uma camisa roxa, ela marcava os contornos de seu corpo magro, seria uma camisa normal se não fosse pela gola, tinha uma grande decote em V, dele pendiam alguns babados brancos que iam até a altura do umbigo. Esta ao contrário do casaco era nova, brilhante sem nenhum emendo.
Usava calças de tecido grosso, poderia ser um jeans, mas não era, era algo que eu desconhecia, era cinza, mas um cinza brilhante, não tinha nenhum bolso, pelo menos na parte da frente. A calça assim como o casaco marrom, era velha, estava bastante desbotata.
Para fechar o conjunto calçava sapatos de salto, não sapatos de mulher, sapatos de homem, assim como os homens da corte de antigamente usavam, eram pretos e refulgiam com o sol de tão lustrados, por fecho tinha uma fivela prata com forma de sepente.
Percebendo que eu analisava suas roupas sorriu e assumiu um ar superior como se estivesse coberto de ouro.

— Faz necessário estar bem vestido quando se visita a corte real...

Parou abruptamente quando o pacote gemeu, olhava com ternura para

ele.

— Creio que é chegado o momento, como já lhe disse eu tinha que escolher alguém para dar aquilo que o rei havia me dado, e enquando lhe vi o céu se abriu sobre mim. Então tudo o que havia me sido dito fez sentido.
Mas, antes deves saber que depois de o ter em mãos não poderá se desfazer, seja qual for o motivo.
Estava tão fascinada com toda aquela pompa que meneei a cabeça em sinal de aprovação.
Levantou da cadeira, seus gestos pareciam ensaiados. Primeiro levantou a mão, pegou o pacote com a outra com a outra e pé ante pé parou na minha frente, pegou sua mala, depositou o pacote no meu colo, deu as costas e se retirou, antes que pudesse dizer algo ele se misturou na multidão e foi embora.
Com o coração aos pulo, pousei o pacote no meu colo, Maria Deusa agora estava sentada na minha frente, olhava com interese aqule embrulho mostarda.
Não aguentando de curiosidade abri e qual não foi minha surpresa quando dentro dele vi um filhote de Doberman de olhos altivos.


"O estranho não vestia farrapos, estava sujo mas não vestia

farrapos(...)"

segunda-feira, 16 de março de 2009

Maria Deusa

quarta-feira, 11 de março de 2009


A lebre verde saiu de sua toca, hoje a lebre verde estava fantasia da de humano, era uma fantasia de menino, cabelo curto calça jeans e blusa comum, havia ainda um belo sorriso estampado. Da forma como estava vestida poderia ir a qualquer lugar.
Antes de sair olhou e verificou se havia alguém por ali, ninguém.
Saiu sacudiu a terra dos pés e foi procurar algo para comer.
Avistou uma lanchonete, antes de pedir verficou novamente se alguém a observava, ninguém. Olhou no fundo do olho da vendedora e pediu um croassant de frango, e um refri de cola. Pagou e foi se sentar. Comeu como se houvesse dias que não mastigava nada.
Quando ia se levantar avistou algo suapeito, uma humana que andava de forma estranha, ela ia se aproximando cada vez mais, até que se sentou perto do coelho verde.
Encostou a boca em sua orelha e susurrou: Quase não te reconheci!
O coelho verde ficou impressionado ao constatar que aquela que ali estava, era uma antiga amiga.
Conversaram amenidades, até que descobriram que haviam saído da toca pelo mesmo motivo, capturar humanos para fazerem disfarces com seu couro.
Decidiram que juntos conseguiriam mais facilmente.
Iriam ficar ali conversando até que aprecesse um especime digno.
O ponteiro maior do relógio iria iniciar sua terceira volta, quando avistaram um belo rapaz, porte altivo. Ele iria servir perfeitamente.
A coelha o olhou e piscou um olho, levantou e foi andando em sua direção, perguntou se podia se sentar, o humano fez que sim com a cabeça e começaram a conversar.
Ela partiu para o ataque e tocou de leve sua perna com o pé esquerdo, em troca recebeu um olhar convidativo.
O pé subia e descia, ela pegou um guardanapo e escreveu algo nele, o rapaz riu e a tomou pela mão. Antes de irem ela olhou para trás e piscou um olho para o ortro coelho.
Sem chamar a atenção ele começou a segui-los.
Quando estavam quase chegando no carro do humano, a coelha mordeu no nervo de seus pescoço, desmaiou na hora, ela e o outro coelho o colocaram dentro do carro e rumaram para a entrada da toca.
Quando tiveram certeza que ninguém os olhava o jogaram para dentro da toca e sumiram logo em seguida.

Anestia


Você me viu sair pela janela e não fez absolutamente nada, eu fiquei me perguntando o por que dessa sua atitude.
Talvez pelo fato de você querer tudo sempre do seu jeito. Talvez seja seu jeito de aceitar, achando que está no comando.
Mas será que está?
Uma eternidade juntos, foi o que vivemos. Uma eternidade, e você não sabe a dor que me causou nessa eternidade.
Talvez você não percebesse, talvez se fizesse de cego.
Seu mundo suas regras, meu mundo suas regras.
Em tudo você se metia...
Meu modo de falar, igual ao seu, era sempre condenado, minhas chaves na mesa, minhas roupas no chão de meu quarto, minha decoração com seu jeito.
Aqui nessa gaiola de vidro, tudo que era a mim destinado tinha que ter um aval seu.
Nos primeiro instantes tudo é fácil, tudo pode ser aprendido, mas até que ponto vai a sua incompreensão? Até que ponto vai a sua incompreensão?
Guardei minha alma em uma caixinha de música, para que ela não escutasse nossas discussões, para que não fosse obrigada a viver nessas ditadura com perfume de rosas.
As torturas vinham sempre com um mimo, e um cartão de desculpas.
A cada instante meu corpo era comprado com presentes caros. Será que isso foi de coração?
Será que foi suborno?
Deixei minha alma na caixinha, porém antes de trancar prometi a ela que um dia iria busca-la para que então pudéssemos viver sem ter que pedir desculpas a ninguém.
Isso já faz tanto tempo, será que ela ainda me espera? Eu guardo esperanças para que ela ainda se recorde de meu rosto.
O mundo lá fora está azul, e aqui dentro reina uma trégua fingida. Foram feitas promessas de que quando mudássemos de mundo ele deixaria seu ditador interior na estação.
Hoje a máscara caiu, suas unhas voltaram a ser afiadas na pedra .
Permaneço pois tenho esperanças, esperanças ou de fugir ou de voar.

Voa


Tudo que vejo o que revejo
não me diz absolutamente nada,
nada de novos olhares
nada de aprender com o erro
Sempre ouvindo maria rita
Sempre ouvindo Beatles
O universo ao meu redor está parado, o sol já desistiu de iluminar meu planeta
as plantas já não fazem mais fazem fotossintesse
Os herbívoros há muito morreram, os carnívoros estão moribundos
Eu deixei de comer, pensei em viver de luz,
Porém cortaram a energia semana passada
Até agora mesmo tinha água, mas a nascente morreu.
Tentei correr para a beira da praia, mas a tsunami a havia levado embora.
Subi em um prédio alto, bem alto
Tocar no céu era meu anseio
Comer um pedacinho de nuvem, bem pequenininho
Estiquei os braços mas não havia céu, apenas um grande vazio
As estrelas de bilhões de anos finalmente descansaram em paz
Eu ainda não descanso
Procuro árvores
moitas de urtigas, viverei como uma santa
Mas até elas fugiram para um lugar melhor do que aqui
Aqueles que não conseguiram fugir, pularam em precipícios cortaram os pulsos, ceifaram a própria vida
Aqui já não podiam viver.
Aqui já não posso mais viver
Viver aqui não posso mais
Não posso mais viver aqui
Viver aqui mais não posso
Não posso
Osso
Ossos do ofício
de quem vive uma vida errante em cima de uma bicicleta em uma estrada cheia de quebra molas...

terça-feira, 10 de março de 2009

um texto mal escrito apenas para desabafo!!!!


___________



Ultimamente tenho a impressão que tem alguém logo ali, mas não a vejo.
Olho para os lado procurando pelo observador. Mas nada há.
Perseguição, conspiração.
Já dizia a música sei que as flores me observam no jardim e as estrelas conspiram contra mim.
Ando correndo, fugindo, desligando o telefone, não atendendo a porta.
Vocês que me espreitam dêem um tempo pelo amor de qualquer coisa.
Me deixem respirar.....

segunda-feira, 9 de março de 2009

Outra Música

Maybe Tomorrow
Talvez Amanhã
THE STEREOPHONICS
I've been down and I'm wondering why
These little black clouds keep walking around with me, with me
Waste time and I'd rather be high
Think I'll walk me outside and buy a rainbow smile but be free, all free
So maybe tomorrow I'll find my way home
So maybe tomorrow I'll find my way home

I look around at a beautifiul life
I been the upper side of down
been the inside of out but we breathe, we breathe

I wanna a breeze in an open mind
I wanna swim in the ocean
wanna take my time for me, all free

So maybe tomorrow I'll find my way home
So maybe tomorrow I'll find my way home

So maybe tomorrow I'll find my way home
So maybe tomorrow I'll find my way home

Era uma vez um forno muito escondido, um forno sujo de pizza, um forno feito de tijolos e cimentos, desenhado por mãos humanas, um forno feito de coisas sem sentimentos, coisas inanimadas, um forno feito de coisas frias, um forno que sentia, um forno que queria, um forno que tinha um sonho, queria ser qualquer coisa que não fosse um forno de pizza sujo, um forno que queria ser qualquer coisa, qualquer coisa, ele não sabia o que queria ser, por que não coisa muita coisa, um forno que conhecia apenas, pizzas, lenha e fogo, e essas coisas ele não queria ser.
Passava seus dias de forno sujo, pensando no que poderia ser, mas como poderia saber se nunca sabia, nunca sabia, era um forno não uma pizza que ia de boca em boca.
De uns tempos para cá ele vinha pensando mais do que o normal, muito mais do que o normal, até que ele tomou conciência de que pensava, e que se ele pensava havia deixado de ser apenas um forno, afinal, o forno que morava ao seu lado não demonstrava a menor inteligência.
Era estranho, pensava ele, afinal sou um forno e um forno e uma coisa inanimada. O coitado do forno estava entrando em crise. Era ou não era um forno.
Um dia resolveu que já que conseguia pensar talvez conseguisse sair dali e descobri o que queria ser.
Coitado do forno sujo, sua situação mais parecia a história do Pinoquio batida com a da cinderela.
Ele não sabia dizer ao certo a quanto tempo tinha adquirido consciência.
Era um forno de pizza muito sujo e com problemas de identidade.
Matutava o coitado, o coitado matutava e matutava sem matutar.
Foi num desses dias meio distantes, meio quentes, meio comuns, foi num desses dias diários.
Foi num desses dias que o forno nasceu, ou melhor se dividiu em dois, o seu outro eu estava com tanta dó do seus outro eu, que tomou partido e se emancipou.
Se havia alguém naquele momento, esse alguém viu primeiro dois olhos grandes brilhando em meio a fuligem suja, dois olhos piscantes verdes, depois um nariz pontudo como se fosse parte de mascára delarte.
Esse outro forno ouviu um barulho e se escondeu nas sombras, queria sair mais tinha medo, ficou agachado segurando as pernas e mirando seus olhos brilhantes em qualquer ponto sem importância, a noite foi se esgueirando entre os parcos raios solares, fois se espalhando até que a única luz visivel fosse a do poste no meio da rua. O movimento foi acabando...
Quando se sentiu seguro, pós um pé calçado com sapatos de salto para fora da boca do forno sujo, logo haviam dois sapatos de salto ligados a um par de pernas longilíneas. Suas perninhas ficaram balançando no ar, até que suas mãos impulsionaram seu corpo magro para fora dali. De um pulo chegou ao chão, ficou agachado perscrutando a escuridão.
Deu um beijo no seu outro eu, sussurrou algo e esticou as canelas rumo ao nada.
Ao chegar na rua parou, sentou no meio fio e rapassou sua missão. Deveria descobrir no que queria ser e depois, havia o mais importante devia descobrir como se transformar nela ou nele.
O céu estava sem lua ou estrelas, havia nuvens cinzas por aqui e por ali.
Esticou os braços, espreguiçando e mecheu os dedos.
Antes de seguir adiante, deu uma última olhada no forna e foi-se para a terra de ninguém.
O dia em que nos encontramos no bar, ele parecia confuso, meio distante, custei para perceber que ele era um forno, não que eu seja cega, mas acontece que ele não tinha a aparência de um forno. Foi só depois de muito tempo que ele revelou que era um forno. Foi por essa razão que eu não percebia.
Era um forno de pizza muito sujo e com problemas de identidade.
O bar estava vazio, era uma dessas espeluncas de esquina, onde somente bebâdos com mulhers feias iam, também por ali passavam moscas gordas e feias.
Não sei dizer a data exata do nosso encontro peculiar, só lembro que o tal bar estava vazio, mais vazio do que o normal, talvez estava naquela situação devido ao fato de meu "amigo" forno estar ali bebendo uma cerveja preta.

Hoje


Hoje passei para dizer que você não tem o direito de apagar seus rastros
De deixar o branco mais branco
Não tem o direito de me tirar de você
Mesmo achando que eu não tenha lido eu li
Li suas entranhas
Suas almas
E sei que você ainda foge do coelho branco
E eu da rainha de copas
Então pare de apagar
PARE
Pare,
PAre
Toda vez que te vejo
Você me olha com meus olhos
Quando me olho no espelho
Você que veste meu corpo
E muda a cor do meu cabelo toda semana
Que insiste em me tirar da sua vida
Quando o que eu mais quero é saber de mim
De você.
Vê se deixa de apagar seus rastros
A confunsão já domou meu ser
Nem sei mais se escreve para mim ou para você
Afinal eu sou você ...

Maybe

o talvez não é bom mas é confortavel

Hoje no pôr do sol eu abaixei a cabeça e olhei pro meu umbigo.

Com aquele orgulho que só uma criança tem, aquele de quando ela percebe que seu amigo imaginário é a melhor pessoa do mundo.
o problema é que meus amigos imaginários estão todos em coma
o problema é que eu quero mais que o imaginário
o problema é que eu quero mais que o amigo

mas voltando ao início
"talvez" isso não seja um problema.


( Lucas Lopes) ( Meu amigo nada imaginario)

sexta-feira, 6 de março de 2009

Sem Você
Arnaldo Antunes

Composição: Carlinhos Brown / Arnaldo Antunes

pra onde eu vou agora livre mas sem você?
pra onde ir o que fazer como eu vou viver?
eu gosto de ficar só
mas gosto mais de você
eu gosto da luz do sol
mas chove sempre agora
sem você
sem você
sem você
sem você

às vezes acredito em mim mas às vezes não
às vezes tiro o meu destino da minha mão
talvez eu corte o cabelo
talvez eu fique feliz
talvez eu perca a cabeça
talvez esqueça e cresça
sem você
sem você
sem você
sem você

talvez precise de colchão, talvez baste o chão
talvez no vigésimo andar, talvez no porão
talvez eu mate o que fui
talvez imite o que sou
talvez eu tema o que vem
talvez te ame ainda
sem você
sem você
sem você
sem você

Apenas esse mundo...


Coisas caem sem direção nessa estrada sem ferro sem borracha, sem lágrima, alguns crocodilos passeam de mãos dadas com seus carrinhos de bebê.
A cada passo eles vem e vão como se nada tivesse acontecido, ninguém sabe que eles comeram a babá, meu deus ninguém sabe que eles comeram a babá.
Mas cada qual com seus problemas, cada qual com suas discussões sobre a qual terapia recorrer.
Já se sabe que se deve salvar as ostras amarelas, sem elas as andorinhas nhaum fazem verão, não existe guarda costas, nhaum existe eu ou você nessa primavera de folhas secas.
Eu e os crocodilos na estação de seca, na estação das chuvas em meio da estação de dengue nos mangues roques cobertos de limo, da minha e da sua dor, naquela sala escura e escrota, sem mais nem menos, eu passo por onde ninguém passa.
Já to de saco cheio dessas normas do inferno, de saco cheio dessa sua homofobia, desse mundo louco de mães mortas sem mais nem menos, para mim chega dessas vias de mão dupla sem mais nem menos, quero ir para o céu sem você sem eu sem mim ou você.
Peter pan chegou com a cabeça do capitão gancho em uma bandeja de ouro e prata.
Sinceramente nhaum vejo a a hora de eu cortar sua cabeça e a por em uma bandeja repleta de lixo atômico, vou recolher todos os detritos do mundo e enfiar nessa sua boca suja, você vai ver como vai ser divertido, ah, sim você vai ver, você vai ver como vai ser divertido.
Ei espere antes de você ir quero lhe contar outra coisa, amanhã vai chover sangue sobre seus lençois de moça donzela, vai ser bonito de ser ver, seus lençois vão virar obras de arte.
As borboletas de marte já chegaram e ninguémm vai conseguir tirar fotos de suas belas asas roxas, nem mesmo eu com meus olhos de laser.
Sai hoje de casa sem motivo ou praças para visitar, nessa cidade não nada que me prenda, não há cafés para eu ir tomar um chá com a lebre de março, estou ficando entediada, muito entediada, acho que vou pegar um filme vou jogar frisbe com minha lagartixa azul.
ela gosta muito desse jogo, realmete não sei porque.
Posso sentir sua mão, mas não sinto você