sexta-feira, 17 de abril de 2009

Lucas, um intruso no formigueiro





Um menino doce de olhar perdido, cabelos divertidos e casados com o meu.
Meu doce menino de bermudas, e blusas manchadas de vermelho
Lembre-se que a mais forte do mundo não supera meu amor pelo seu amor.
Por mais que te digam que o girassol não foi feito para amar papoulas, por mais que digam que é errado o sol nascer sol, porque ele queima quando não deve.
Mas meu indiozinho, o sol nasceu sol e por isso ele conquistas amores dores e odios,
Verta lágrimas doces, almiscaradas, surtadas, vermelhas, alvas
Mas as verta, as verta, sempre que ver seu olhar no espelho, nosm es olhos, nos olhos dela, nos dele
Lembre-se das formigas no formigueira, que lógico não estão no fogo
Se você fechar os olhos vai ve-las caminhando em direção ao seu coração, levando migalhas e passatempo, para que você mate sua fome de amor.
E sim sofra, para que seu sangue jorre para minhas veias secas da tua dor, e necessitadas de seus risos.
Ria para tudo,
E sim, eu sei que doí, mas abstrai a e finja demencia.
Porque tudo acaba onde começou.
Peça , peça muito flores de urano para suturar as feridas de seu esfarrapado coração.
Se precisar me peça ajuda e retalharemos sua pele para que veja que ainda há vida no deserto de seu ser esfarrapado.
Porque um dia o Saara já foi floresta.
E um dia voltara a te-las, mesmo que marinhas, águas de seus olhos doces
É para você que escrevo hoje, você que nunca quiz tomar a pílula a pílula vermelha para cair na realidade.
Você que sempre decora seu véu com pinturas lúdicas.

E lembre-se acima de tudo que a cigarra pode ter morrido de fome, ma ela viveu mais que mil formigas...


Amo te...

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